FOTO: REUTERS
Por: Camila Gomes Barroso
06/05/2024
Grupo rebelde da Colômbia retira suspensão de sequestros
Exército de Libertação Nacional (ELN), grupo rebelde colombiano, anunciou que retomará os sequestros, acusando o governo de não cumprir os acordos de paz, particularmente a criação de um fundo multi-doador para o processo de paz. Esse movimento representa um novo obstáculo para as negociações de paz com o governo de Gustavo Petro. Apesar de seis rodadas de negociações desde 2022, a crise surgiu após avanços nas conversas com uma facção do ELN na província de Narino, que levou à entrega de armas e reintegração de membros à sociedade. Em abril, o ELN suspendeu as conversas planejadas, criticando a falta de progresso na criação do fundo. O governo, por sua vez, afirmou que o fundo não era um incentivo para acabar com os sequestros e culpou o ELN pelos atrasos, devido à convocação de uma rodada extraordinária de negociações. A delegação de paz do governo instou o ELN a manter seu compromisso de pôr fim aos sequestros.
Fonte: CNN
14/05/2024
Abalada por escândalos, presidente do Peru garante que terminará mandato
A presidente do Peru, Dina Boluarte, afirmou que governará até 2026, apesar dos escândalos de corrupção que abalam seu governo. Boluarte destacou que a Constituição deve ser respeitada, já que foi eleita juntamente com uma chapa presidencial. Ela está sendo investigada no caso “Rolexgate” por não declarar relógios de luxo e enfrenta acusações relacionadas à repressão violenta das manifestações após sua posse em 2022, que resultaram em cerca de cinquenta mortes. Além disso, seu irmão, Nicanor Boluarte, foi preso sob suspeita de liderar uma rede de corrupção. Em resposta aos escândalos, a bancada Mudança Democrática-Juntos pelo Peru planeja apresentar um pedido de destituição contra a presidente. Boluarte assumiu a presidência após a destituição de Pedro Castillo e enfrenta uma das piores crises de instabilidade política do Peru moderno, com seis presidentes envolvidos em casos de corrupção desde 2016. Se acusada formalmente pelo Ministério Público, Boluarte só seria julgada após o término de seu mandato, conforme a Constituição.
Fonte: Gaucha Zero Hora
08/05/2024
Bolívia realiza festival de lhamas em La Paz
A Bolívia inaugurou o Ano Internacional das Lhamas em La Paz, marcando o evento com uma exposição que atraiu participantes de todo o país. O objetivo declarado pelos organizadores é fortalecer a indústria que sustenta mais de 80 mil famílias bolivianas. A ONU designou 2024 como o Ano Internacional das Lhamas para reconhecer a importância desse animal na economia e cultura de 90 países, incluindo a Bolívia. O governo boliviano divulgou que o país abriga mais de 3 milhões de lhamas, incluindo alpacas, vicunhas e guanacos, sendo 2 milhões deles lhamas especificamente.
Fonte: CNN Brasil
08/05/2024
Venezuela aumenta renda e gasta mais para equilibrar economia, dizem analistas
Em 1º de maio, o governo da Venezuela anunciou um significativo aumento nos auxílios concedidos aos trabalhadores, elevando-os para US$ 130 (R$ 660). Essa medida foi implementada para mitigar os efeitos da inflação elevada e da escassez de investimentos, que têm erodido rapidamente o poder de compra dos venezuelanos. Os auxílios foram divididos em US$ 40 para alimentação e US$ 90 para despesas gerais, denominado Bônus de Guerra Econômica, com o objetivo de ampliar o consumo entre as famílias de classe média e baixa.
Paralelamente, o governo também aprovou uma lei para fortalecer o fundo de pensões, exigindo que empresas contribuam com 15% da folha salarial. Essa medida busca assegurar uma melhor condição de vida para os aposentados venezuelanos, sem agravar o déficit público. Essas iniciativas surgem num contexto eleitoral tenso, visto que o presidente Maduro busca reeleição, enfrentando críticas de que os aumentos não foram direcionados aos salários mínimos, ainda extremamente baixos em relação à inflação e às necessidades básicas dos cidadãos.
Fonte: Brasil de Fato
22/05/2024
Jornal da Venezuela é censurado por regime de Maduro, diz diretor
O regime da Venezuela censurou o jornal El Nacional, conforme declarou o diretor da publicação, Miguel Henrique Otero. Ele afirmou que não há imprensa livre no país, e o El Nacional, um símbolo da imprensa independente venezuelana, está impedido de realizar ações junto ao Registro Público, como abrir contas bancárias, transferir bens e assinar contratos. Otero descreveu essa situação como “totalmente arbitrária”, comparando-a à hegemonia comunicacional cubana, e denunciou que os meios independentes de comunicação estão paralisados, com seus processos administrativos bloqueados e jornalistas perseguidos.
Fundado em 1943, o El Nacional suspendeu sua edição impressa em 2018 devido à grave crise econômica que assola a Venezuela. Em abril de 2021, o Tribunal Supremo de Justiça, leal a Nicolás Maduro, condenou o jornal a pagar US$ 13,3 milhões ao deputado Diosdado Cabello por danos morais, após o El Nacional reproduzir uma reportagem sobre uma investigação de supostos vínculos de Cabello com o narcotráfico. Miguel Henrique Otero, que deixou a Venezuela quando a ação foi iniciada, permanece no exterior. Ele afirma que o bloqueio do jornal na internet e o confisco de suas instalações tornam impossível o funcionamento do El Nacional no país.
Fonte: Folha de São Paulo
23/05/2024
Centenas de professores protestam por melhores salários no Peru
Centenas de professores no Peru realizaram marchas de protesto em diversas regiões do país na quinta-feira (23), durante uma greve de 24 horas para exigir um aumento salarial. Os professores pedem um aumento mensal de 500 sóis (cerca de 687 reais), argumentando que o custo de vida crescente diminuiu seus salários. Atualmente, o salário mensal dos professores é de aproximadamente 3.000 sóis (cerca de 4.120 reais). Com cartazes que pediam “solução para a lista de reivindicações, salários e pensões dignas”, os professores marcharam em Lima até o Ministério da Educação. Manifestações semelhantes ocorreram em Cusco, Tacna, Arequipa e Ucayali. A mobilização foi organizada pelo Sindicato Unitário de Trabalhadores da Educação do Peru (SUTEP), que representa cerca de 350.000 professores do ensino público.
Fonte: Folha de Pernambuco
23/05/2024
Índia apoia adesão da Bolívia ao BRICS
A Índia manifestou apoio à adesão da Bolívia ao BRICS, conforme declarado pelo embaixador indiano Vhisvas Vidu Sapkal em uma reunião com o vice-presidente boliviano, David Choquehuanca. Durante o encontro, Sapkal destacou o compromisso indiano de fortalecer relações bilaterais e promover iniciativas benéficas. Choquehuanca reafirmou o interesse da Bolívia em se juntar ao BRICS, ressaltando a colaboração cultural.
A Bolívia busca integrar o BRICS, que recentemente incluiu novos membros: Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Etiópia. Em abril, a Ministra das Relações Exteriores da Bolívia, Celinda Sosa, reafirmou em Moscou o desejo boliviano de aderir ao grupo, destacando os benefícios para a Bolívia e a América Latina.
O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, mencionou que a Rússia, como presidente do BRICS, está interessada em expandir o grupo e estabelecer parcerias estáveis. O BRICS representa uma força global significativa, com 42% da população mundial, 30% do território, 23% do PIB global e 18% do comércio internacional. O Presidente boliviano, Luis Arce, reiterou na 15ª Cúpula do BRICS o desejo da Bolívia de se tornar membro, enfatizando a visão de desenvolvimento sustentável do país.
Fonte: TV BRICS
23/05/2024
EUA enviam militares para defender Guiana da Venezuela
O governo de Joe Biden enviou líderes do Comando Sul das Forças Armadas à Guiana para planejar a defesa do país, em meio à intenção da Venezuela de realizar um referendo para anexar mais de dois terços do território guianense na região do rio Essequibo. A ditadura de Nicolás Maduro marcou a consulta para 3 de dezembro e declarou não reconhecer a competência da Corte Internacional de Justiça, que julga o caso há décadas. Tropas venezuelanas foram mobilizadas na fronteira e começaram a construir uma base aérea, mas parte delas retornou a Caracas recentemente.
Há suspeitas de que a pressão diplomática do governo Lula e o apoio militar dos EUA e do Reino Unido à Guiana influenciaram esses movimentos. Durante dezembro, é esperado um aumento significativo de militares americanos na Guiana. A área disputada, rica em petróleo, foi descoberta pela ExxonMobil em 2019, com depósitos estimados em 11 bilhões de barris.
O referendo permitiria a Maduro recorrer à Constituição para declarar um estado de defesa e mobilizar tropas, o que poderia levar à suspensão das eleições presidenciais previstas para o próximo ano, onde a oposição é favorita com a candidata María Corina Machado. Em 28 de novembro, o governo americano fez um apelo à Venezuela por contenção, sem especificar as consequências de uma recusa. A embaixadora dos EUA na Guiana, Nicole Theriot, reafirmou o apoio à soberania territorial da Guiana e sugeriu que as ações futuras dependeriam das respostas da Venezuela.
Fonte: Veja
Por: Bernardo Nonato Leite
12/05/2024
Ponte ligando Brasil à Bolívia deve sair do papel após mais de 120 anos
Parte da agenda do governo Lula em promover a integração regional na América do Sul, o governo brasileiro deve começar, nos próximos meses, a construção de uma ponte ligando Rondônia à Bolívia.
A ponte foi prevista em um acordo do Tratado de Petrópolis, firmado em 1903 quando o Brasil efetuou a compra do Acre. A ponte, que será chamada Ponte Internacional Guajará-Mirim, terá 1.2km de extensão sobre o rio Mamoré, conectando Guajará-Mirim, em Rondônia, à cidade de Guayaramerín, na Bolívia.
Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, a ponte facilitará o acesso brasileiro ao oceano Pacífico, visto que as mercadorias poderão alcançar à costa do Chile e do Peru. Paralelamente, a Bolívia verá um benefício parecido: terá um corredor para o oceano Atlântico (que era uma das promessas do Acordo de Petrópolis), segundo a secretária nacional de Transportes Terrestres boliviana, Viviane Essa.
As obras devem iniciar em 2025 e concluir em 2027.
Fonte: Folha de São Paulo
21/05/2024
Crise com Guerrilha faz Petro mudar de comando militar e criar Conselho de Segurança na Colômbia
Diante de uma crise com grupos dissidentes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) nas últimas semanas, o presidente Gustavo Petro determinou a troca no comando do Exército do país e a instalação de um Conselho de Segurança no Estado de Cauca, no sudoeste da Colômbia.
Essa região foi alvo de dois ataques no último mês, realizados pelo grupo Estado Maior Central (EMC), grupo que se separou das Farc ao não assinar o acordo de paz com o governo em 2016.
O nome escolhido pelo presidente Petro para o comando do exército será Luis Emilio Cardozo. Segundo o pesquisador colombiano do paramilitarismo Leonardo Luna Alzate, “O general Cardozo foi por mais de 35 anos integrante das Forças Armadas e tem experiência em todos os setores da Aeronáutica e do Exército. Mas o fator determinante para a escolha dele é que ele nasceu na região, em Valle de Cauca […]
A escolha do comandante é, portanto, uma tentativa do governo Colombiano para retomar o controle de uma região cuja presença paramilitar seja tão forte.
Fonte: Brasil de Fato
18/05/2024
Peruanos vão às ruas contra nova lei que considera pessoas trans como doentes
Na última sexta feira, 17/05/24, centenas de manifestantes foram às ruas de Lima em uma marcha pacífica exigindo a anulação de uma lei, aprovada na semana anterior pelo governo de Dina Boluarte, que categorizam pessoas trans, travestis e “outros com transtornos de identidade de gênero” como diagnosticados com doenças mentais.
O Ministério da Saúde emitiu um comunicado logo após a promulgação da lei, afirmando que a lei não instiga a estigmatização de pessoas LGBTQ+ e que busca apenas providenciar uma cobertura de saúde mais ampla.
Críticos, por sua vez, afirmam que a lei é desnecessária e um retrocesso na luta pelos direitos LGBTQ+ e a mitigação do preconceito sofrido por essas comunidades. Isso significa que as tentativas do governo de apaziguar a situação não foram válidas para os manifestantes, que prosseguiram sua marcha até o prédio sede do Ministério da Saúde.
Fonte: CNN Brasil
20/05/2024
Maduro exibe armas na fronteira com Guiana e general americana fala em novo “Plano Marshall”
Em meio a uma longa crise diplomática envolvendo declarações Venezuelanas de interesse pela região do Essequibo, pertencente à Guiana, o governo Venezuelano realiza obras infraestruturais em ilhas contendo base militares e exibe armas perto da fronteira com a Guiana. O ministro de Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, foi recentemente à base naval Augustin Armario exibir os mísseis iranianos SM-90.
Em resposta à preocupação de segurança, o Exército Brasileiro enviou soldados, veículos blindados e não blindados e mísseis à fronteira em Roraima.
Em resposta, uma general estadunidense prestou declarações em uma conferência no Wilson Center sobre a situação. Segundo ela, o “barulho” na região não é, ainda, uma preocupação de segurança, e a mesma elogiou o trabalho do Brasil na tentativa de mediação do conflito de forma diplomática.
Além disso, em acordo com a política externa intervencionista estadunidense, a general apresenta preocupações acerca de outros atores internacionais que incidem na balança latino-americana, como a China, a Rússia e o Irã. Segundo ela, os Estados Unidos não devem usar apenas o hard power (presença militar dos EUA) na região, mas também o soft power (influência). A general revelou ter conversado com o Secretário de Estado, Antony Blinken, e disse que tem uma “estratégia, um Plano Marshall para a região”.
Vale lembrar que o Plano Marshall foi uma série de investimentos econômicos voltados à reconstrução de países após a Segunda Guerra Mundial, mas que foi usado como ferramenta para a manutenção de uma política imperialista e abriu caminhos para o intervencionismo estadunidense em fatores domésticos.
Fonte: Estadão
Por: Pedro Souza Andrade
21/05/24
Ataques contra a força pública em Jamundí e Morales deixam feridos e danos
Em 20 de maio, os municípios colombianos de Jamundí e Morales enfrentaram ataques violentos contra a força pública, resultando em feridos e danos materiais significativos. Em Jamundí, uma moto-bomba feriu dois policiais e causou estragos em várias residências e um hotel que hospedava novos policiais. Felizmente, os feridos, incluindo três menores, estão fora de perigo.
Em Morales, desde as 6 da manhã, tiroteios e explosões levaram ao cancelamento das aulas e restrição da mobilidade. Suspeita-se que dissidências das FARC estejam por trás dos ataques, que causaram danos à estação de polícia e à infraestrutura local. Um helicóptero policial foi atingido e três oficiais ficaram feridos. Além disso, um caixa eletrônico foi roubado.
Esses eventos destacam os desafios de segurança na Colômbia e a necessidade de uma resposta coordenada e eficaz das autoridades para garantir a paz e a segurança nas comunidades afetadas.
Fonte: El Centavo
