Texto Conjuntural África Ocidental #26

Relações Libéria x EUA: da criação ao abandono 
A rejeição de vistos liberianos pelos EUA: contenção ou punição?

Melissa Regis Oliveira

INTRODUÇÃO

A história da fundação da Libéria é marcada por profundas contradições que refletem as complexidades das relações entre os Estados Unidos e a diáspora africana “reversa”. Desde o final do século XVIII, negros americanos livres começaram a idealizar o retorno à África como uma forma de escapar da opressão racial e buscar liberdade ao voltar à sua terra natal. Nesse contexto, a criação da American Colonization Society (ACS), em 1816, canalizou esse desejo em um movimento de colonização que, embora revestido de ideais de emancipação, era também motivado por interesses racistas e colonialistas – uma vez que essa organização foi criada com o objetivo de facilitar o retorno à África, mas, na prática, se transformou em um instrumento de segregação fortemente institucionalizado. Assim, a Libéria, inicialmente concebida como um refúgio para negros libertos, logo se tornou um símbolo das contradições entre o sonho de autonomia e a realidade de uma dependência estrutural e econômica dos EUA.

Desde sua fundação, a Libéria enfrentou desafios que ilustram a tensão entre a promessa de liberdade e as limitações impostas por interesses externos. A colonização, que resultou na convivência forçada de diversas etnias locais e afro-americanos libertos, gerou um ambiente de conflitos internos e marginalização. Além disso, o papel dos EUA na manutenção de sua “independência” foi frequentemente contraditório, intercalando períodos de apoio financeiro com décadas de negligência e exploração. Essa relação desigual moldou a trajetória da Libéria e continua a influenciar sua atual conjuntura, revelando um padrão de interferência que perpetua desigualdades, em vez de promover um desenvolvimento equitativo e sustentável.

1. A FUNDAÇÃO DA “LITTLE AMERICA”: a criação da Libéria

Após o fim da Guerra da Independência dos Estados Unidos em 1783, foi prometida liberdade aos escravizados que lutassem ao lado do Exército Continental, o que resultou em uma grande massa de ex-escravizados circulando pelas cidades, desafiando a sociedade racista da época. Dessa forma, desde antes da guerra, já se discutiam alternativas caso a escravidão fosse abolida, uma vez que o principal receio de se integrar escravizados ao exército era que, assim que estivessem armados, pudessem causar rebeliões de escravos e, dessa forma, libertar seu povo. Essa discussão concretizou-se a partir da criação da American Colonization Society (ACS), isto é, a Sociedade Americana de Colonização, em 1816 por homens brancos reunidos em Washington. Entre eles, estavam nomes como James Madison, Thomas Jefferson, James Monroe e Andrew Jackson. Entretanto, a ACS, refletindo as divisões da época, encontrava-se dividida, uma vez que alguns estados tomavam medidas para abolir a escravidão, enquanto outros reforçavam seu apoio a ela.  Porém, apesar das diferenças entre os integrantes da ACS, todos concordavam com a colonização na África como solução para reduzir o número de negros livres nos Estados Unidos

Fonte: Frontpage África Online, 2018.

Todavia, o movimento de retorno à África já vinha ganhando força há décadas entre os negros americanos livres, anterior às discussões da ACS. Isso porque, de acordo com o historiador Herbert Brewer, professor da Morgan State University em Baltimore e especialista na diáspora africana, já no século XVIII, pessoas negras nos Estados Unidos estavam refletindo e escrevendo sobre projetos para repatriar afrodescendentes para a África. Nesse sentido, alguns americanos negros acreditavam que “só poderiam escapar da discriminação e viver uma vida verdadeiramente livre e próspera retornando à África, terra de seus antepassados, muitos dos quais tinham orgulho de sua herança africana”, uma vez que, embora legalmente livre, os negros libertos estavam excluídos da vida pública e não pertenciam à sociedade racista.

Nesse sentido, a atuação da ACS se aproveitou do desejo e do sonho da população negra liberta de uma terra de oportunidades ao retornar ao seu continente de origem e os uniu ao interesse colonial e racista de “se livrar” da presença negra na nova sociedade, isto é, da “América”. Assim, no mesmo ano de fundação da associação, em 1816, foi patrocinada a primeira tentativa de retorno dos ex-escravos à África, inicialmente para Serra Leoa – já que a Coroa Britânica já havia adotado a mesma estratégia na região e, por isso, permitiu que fossem enviados representantes à colônia em busca de um local ideal para receber os negros americanos. Entretanto, devido a complicações causadas pela malária e pela febre amarela, a maioria não resistiu. Assim, à procura de um novo local, os representantes navegaram por mais 200 quilômetros até se assentarem na região de “Cabo Mesurado”, que pertencia às tribos Dey e Bassa. Após algumas negociações, em 1821, a ACS adquiriu uma faixa litorânea de 40 quilômetros de comprimento por 4 quilômetros de largura em troca de armas e garrafas de rum. Foi somente no ano seguinte, em 1822, em que se estabeleceram os primeiros moradores americanos, entre eles os sobreviventes da primeira expedição.Dois anos depois, em 1824, a nova colônia recebeu o nome de Libéria e sua capital de Monróvia, em homenagem ao então presidente, James Monroe, e tendo sua administração confiada a um representante branco. Entretanto, com a chegada de cada vez mais americanos, recebendo mais de 13 mil pessoas, e a expansão territorial, começaram a surgir lideranças locais entre os ex-escravos, de acordo com a historiadora Priscilla Schillaro. Além disso, o crescimento populacional e o alargamento territorial foram responsáveis por agravar, ainda mais, as desavenças tanto econômicas quanto locais e étnicas. Isso porque, anteriormente à chegada dos americanos, a principal atividade econômica do local era o tráfico de pessoas, a venda de comida e outras mercadorias aos navios. Assim, é nesse sentido que o historiador Ousmane Power-Greene, professor da Clark University, no Estado de Massachusetts, destaca que “eles estavam interagindo com navios que chegavam à costa desde os anos 1400, eram parte do comércio transatlântico, que incluía a escravidão”. Esse contexto revela o grande paradoxo da fundação da Libéria, haja vista que, antes mesmo de sua criação, a região já simbolizava um dos principais polos do tráfico negreiro.  No entanto, de forma abrupta, passou de exportar negros para importá-los, sob a justificativa de ser, agora, a “terra da liberdade” para negros libertos, mas que continuava a ser administrada aos moldes racistas ocidentais.

Dessa maneira, como efeito, a expansão territorial ultrapassou as fronteiras originais, dobrando de tamanho em menos de 40 anos. Isso ocorreu tanto com a chegada de novas associações inspiradas pela ACS quanto com o envio de milhares de africanos resgatados de navios que operavam ilegalmente após a proibição do tráfico transatlântico de escravos. Assim, tal fato resultou em uma grande mistura étnica, já que incluía os povos nativos da região, os escravizados resgatados dos navios provindos de diversas regiões do continente, além da população branca e dos americanos libertos. Segundo Power-Greene:

Os imigrantes, embora descendentes de africanos, em sua maioria nasceram nos Estados Unidos e não tinham ligação com a língua ou os costumes locais. Mesmo os nascidos na África raramente lembravam de sua terra natal, e, devido à diversidade do continente, era improvável que estivessem retornando à região de origem de seus ancestrais.

Ainda assim, para Riley, as fronteiras estabelecidas pela ACS fragmentaram etnias aliadas e reuniram cerca de 15 grupos étnicos no mesmo território, incluindo alguns em conflito há séculos, logo, “os conflitos eram inevitáveis”. Isto é, a fundação da Libéria levanta uma reflexão profunda sobre os desafios de construir uma nova sociedade tão diversa, contraditória e deixada à própria sorte, sob a premissa de liberdade, mas ainda controlada por estruturas de poder branco.

2. EVOLUÇÃO DAS RELAÇÕES LIBÉRIA E EUA

Em 1847, a Libéria declarou sua independência da ACS, tornando-se a segunda república negra do mundo, sucedendo o Haiti. Joseph Jenkins Roberts, um americano negro nascido na Virgínia que havia se estabelecido na Libéria em 1829, se tornou o primeiro presidente do país. Entretanto, os Estados Unidos, mesmo tendo a maioria dos símbolos nacionais da nova nação em sua homenagem – sendo, inclusive, apelidada como sua versão menor, isto é, a “Little America” –, como a bandeira e a capital, relutaram em reconhecer a independência liberiana, temendo as implicações que isso poderia ter sobre o debate da escravidão em seu próprio território. O reconhecimento formal só ocorreu em 1862, em meio à Guerra Civil americana. Apesar de politicamente independente, a Libéria permaneceu profundamente vinculada à influência política e econômica dos Estados Unidos, evidenciando as contradições de sua emancipação.

Dessa forma, a relação entre os Estados Unidos e a Libéria se revelou como uma paternidade ilusória, desprovida de compromisso. O vínculo, que se formou durante o processo de criação da nação, rapidamente se tornou inexistente. A Libéria, na realidade, já nasceu órfã, uma vez que o seu abandono veio antes mesmo de seu fundador, sequer, vê-la engatinhar. Isso porque, ao final do século XIX, o auxílio estadunidense começou a dissipar, deixando os liberianos à própria mercê, sem apoio, fadados a enfrentar os seus desafios sozinhos. Assim, sem o apoio estadunidense, a partir do início do século XX, a Libéria enfrentou sucessivas intervenções estrangeiras e crises econômicas que foram responsáveis por delimitar o percurso que o novo país deveria seguir. 

Em 1903, pressões britânicas e francesas resultaram na perda de parte de seu território, deixando o país ainda mais fragilizado, sendo forçado a entregar parte de seu território a Serra Leoa e tendo sua fronteira invadida pela Costa do Marfim. Dessa forma, para evitar a falência, em 1905, o país aceitou a “ajuda” financeira providenciada pelo presidente Roosevelt e novamente em 1920, acumulando uma série de dívidas com a “América”. No entanto, essa ajuda veio com um alto custo. Em 1926, a Libéria cedeu um milhão de acres à Firestone para a exploração de borracha, e em 1943, permitiu que a Republic Steel explorasse suas reservas de ferro em troca da construção de um porto em Monróvia. Portanto, percebe-se que, a partir desse momento, a Libéria se tornou alvo das multinacionais americanas e, por isso, voltou a ser útil aos EUA e, consequentemente, voltou a ser financiada e receber “ajudas” – à custa de sua própria economia ser controlada pelo capital americano.

Dessa forma, o comércio de ferro e borracha impulsionou temporariamente a economia, gerando um período de aumento de renda, especialmente para a classe média, durante a década de 1940. Esse milagre econômico levou os novos-ricos a adquirirem terras em regiões antes ocupadas exclusivamente por nativos, agravando os problemas já existentes desde o período colonial. A confluência entre os interesses estrangeiros e o isolamento da elite local intensificou os conflitos internos, uma vez que, segundo Riley, “Os membros do governo invariavelmente eram membros da elite formada pelos descendentes de americanos, enquanto 95% da população formada por etnias locais sentia-se marginalizada”.

Assim, em 1943, William Tubman, descendente de norte-americanos, assumiu a presidência da Libéria e, ao longo de seus sete mandatos consecutivos, alterou a Constituição para se manter no poder. Durante seu governo, a censura à imprensa e a repressão a opositores tornaram-se práticas constantes. Sua administração durou até 1971, quando faleceu. O sucessor, William Tolbert, continuou o governo sob um clima de tensão crescente, até que, em 1980, um golpe de estado liderado pelo jovem sargento Samuel Doe resultou em sua morte. Embora inicialmente aclamado, Doe logo estabeleceu um regime autoritário, favorecendo sua etnia, os Krahns, em detrimento de outras, o que gerou perseguições e divisões internas. Em 1985, ele falsificou sua reeleição e consolidou sua ditadura, provocando um ambiente cada vez mais instável.

Em 1989, uma nova revolta estourou, liderada por Charles Taylor, ex-ministro de Doe, e suas forças enfrentaram os governistas em uma guerra civil, marcada por confrontos entre grupos tribais. O conflito, que durou sete anos e que deixou mais de 200 mil mortos, só terminou com a intervenção de tropas internacionais, incluindo os Estados Unidos. A paz, no entanto, foi efêmera. Em 1996, dissidentes invadiram o país, e em 2003, a guerra civil finalmente cessou com a eleição de um governo de conciliação, novamente mediado pela intervenção militar dos americanos. Durante esse período de intensos combates, a Libéria viu seus pilares de liberdade ruírem, tendo que buscar refúgio no exterior. Nos anos 2000, com a economia devastada, o país tentou restaurar o sonho de seus fundadores, mas as cicatrizes da violência e a intervenção estrangeira tornaram difícil reverter a destruição deixada pelos conflitos.

Portanto, a história da Libéria revela uma complexa interação entre uma nação que buscava sua autonomia e a constante interferência externa, especialmente dos Estados Unidos. Embora a Libéria tenha sido fundada com o apoio de ex-escravos americanos, o papel dos EUA na manutenção de sua “independência” foi, muitas vezes, contraditório. Em vez de ser um pilar de estabilidade, os EUA intervieram sempre que seus interesses geopolíticos e econômicos estavam em jogo, muitas vezes sem considerar as necessidades reais da população liberiana. Como aponta Brewer, a responsabilidade pela exploração de terras e recursos no país recai, em grande parte, sobre as grandes multinacionais, que, com o apoio implícito de potências estrangeiras, dominaram a economia da Libéria. Brewer também critica a tendência de “atribuir à fundação do país todos os problemas, os erros, aos males, aos problemas, às disfunções que surgiram (décadas) depois”, ignorando o impacto e o papel das intervenções externas ao longo dos anos. Assim, os EUA se posicionaram como uma presença constante, “respeitando” a independência da Libéria, mas intervindo sempre que a situação interna do país contrariava seus próprios interesses, contribuindo para a perpetuação de um ciclo de instabilidade e ruína.

Para Ort (2024), a postura adotada pelos EUA omite sua própria responsabilidade nos crimes cometidos no país. A intervenção dos EUA nas questões judiciais da Libéria, como no recente caso da criação de um tribunal de crimes de guerra e econômicos em 2024, levanta questões sobre os verdadeiros interesses por trás desse processo. Embora os EUA afirmem estar lutando contra a impunidade, a realidade é que, ao longo das décadas, eles protegeram seus próprios interesses corporativos, como no caso da Firestone, que continuou a operar impunemente durante os períodos de conflito. Desse modo,  a presença de Washington na Libéria, longe de ser uma ação de “ajuda”, tem sido, em muitos aspectos, um mecanismo de controle neocolonial, perpetuando a exploração e a violência (Ort, 2024). A verdadeira luta contra a impunidade, portanto, segundo Ort, deveria questionar o papel das corporações americanas e a relação do país com o regime autoritário da Libéria, que contribuiu diretamente para a miséria e a violência enfrentadas pelo povo liberiano.

3. ATUAL CONJUNTURA LIBERIANA-AMERICANA: a questão dos vistos

Em sua análise intitulada “Aliado dos EUA sob escrutínio na Libéria”, publicada em 2024, Francis Pelenah Jr. lança um olhar contundente sobre o que ele descreve como a hipocrisia do chamado “relacionamento especial” entre os Estados Unidos e a Libéria. Pelenah (2024) argumenta que essa aliança, muitas vezes celebrada como um elo histórico e estratégico, tem servido muito mais aos interesses norte-americanos do que às reais necessidades do povo liberiano, refletindo no atraso do país. Dessa forma, a retórica do apoio mútuo, segundo o autor, mascara décadas de influência norte-americana que ditam os rumos da soberania liberiana, tornando-a dependente e vulnerável. Desde o reconhecimento tardio da independência liberiana até a manipulação política em crises como a rebelião de Charles Taylor, os Estados Unidos consistentemente demonstram que suas ações são movidas por interesses próprios, em vez de um compromisso genuíno com o progresso da Libéria.

Essa dinâmica é ainda mais evidente quando se examina a questão dos vistos para os EUA, que simboliza tanto o desejo de muitos liberianos de escapar da pobreza quanto a desigualdade do “relacionamento especial”. Milhões de dólares são investidos anualmente por liberianos em taxas e custos relacionados a solicitações de visto, enquanto os EUA nada oferecem gratuitamente à Libéria. Essa realidade expõe o paradoxo de um vínculo que, em teoria, deveria facilitar conexões, mas na prática cria barreiras que reforçam a exclusão.

Em outubro de 2024, o embaixador dos EUA na Libéria, Mark C. Toner, fez declarações acerca da questão dos vistos liberianos, buscando esclarecer o motivo da alta taxa de rejeição, que atingiu 78,19% em 2023/2024 (Harmon, 2024). Toner justificou a recusa como consequência da elevada incidência de permanências excessivas – mais de 50% dos liberianos que viajam com vistos de turista não retornam dentro do prazo estipulado. Embora apresente a medida como uma política padrão de imigração, a abordagem ignora o contexto histórico e econômico que leva tantos liberianos a buscar oportunidades no exterior, muitas vezes à custa de sacrificar sua permanência legal. Para um país que proclama ser um aliado tradicional liberiano, esse tratamento expõe a falta de sensibilidade aos desafios estruturais da Libéria e reflete uma postura restritiva que se afasta da aliança que, supostamente, define o “relacionamento especial”.

Francis Pelenah Jr. já havia destacado a hipocrisia dos Estados Unidos ao priorizarem seus próprios interesses, e essa política de imigração reforça essa crítica. A insistência do embaixador em atribuir o ônus aos liberianos, pedindo que cumpram os prazos de retorno para “melhorar a narrativa”, ignora o fato de que a própria Libéria permanece estruturalmente incapaz de oferecer alternativas viáveis a seus cidadãos. O discurso sobre “investir no desenvolvimento nacional” é vazio quando os EUA, historicamente, contribuíram para o subdesenvolvimento liberiano por meio de práticas exploratórias. A abordagem punitiva de rejeição em massa, em vez de uma análise individualizada dos casos de permanência excessiva, apenas intensifica a exclusão, perpetuando o paradoxo de uma relação que deveria aproximar, mas cria barreiras insuperáveis.

Em suma, longe de refletir uma estratégia de contenção de imigração justa, a medida adotada pelos EUA assume contornos de punição. Isso porque a hipocrisia em se priorizar interesses unilaterais em detrimento do progresso liberiano fica evidente na abordagem punitiva de rejeição em massa de vistos. Em vez de oferecer suporte para enfrentar as causas da migração forçada, os Estados Unidos reforçam barreiras que perpetuam a exclusão e fragilizam ainda mais o já desigual “relacionamento especial”. Assim, a política de vistos, apresentada como padrão, opera como um mecanismo de exclusão que, longe de conter os desafios migratórios, os intensifica, penalizando uma nação cuja vulnerabilidade é, em grande parte, um produto histórico da própria influência norte-americana.

REFERÊNCIAS

ARANHA, Carla; COELHO, Penélope. Libéria, o país criado pelos EUA para receber escravos libertos com falsas promessas. São Paulo: Aventuras na História, 2020. Disponível em: aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/liberia-pais-criado-pelos-eua-para-receber-escravos-libertos-com-falsas-promessas.phtml. Acesso em 18 jan. 2025.

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CORRÊA, Alessandra. A complexa história do país criado na África para abrigar a população negra dos EUA. Washington: BBC, 2022. Disponível em: bbc.com/portuguese/internacional-61111829. Acesso em 18 jan. 2025.

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HARMON, William. U.S. Ambassador Addresses Mass Visa Rejections of Liberians. Paynesville City: Liberian Observer, 2024. Disponível em: liberianobserver.com/news/u-s-ambassador-addresses-mass-visa-rejections-of-liberians/article_db8bc280-852f-11ef-ba56-3f8916124808.html. Acesso em 18 jan. 2025.

ORT, Jon. When Justice Means Impunity. Paynesville City: Liberian Observer, 2024. Disponível em: liberianobserver.com/opinion/commentaries/when-justice-means-impunity/article_d3ab922e-9aed-11ef-801f-c728185e4677.html. Acesso em 18 jan. 2025.

PELENAH, Francis. U.S. allyship under scrutiny in Liberia. Pequim: CGTN, 2024. Disponível em: news.cgtn.com/news/2024-08-02/U-S-allyship-under-scrutiny-in-Liberia-1vK4ZYCcuVW/p.html. Acesso em 18 jan. 2025.

U.S EMBASSY IN LIBERIA. Policy and History. Monrovia, 2025. Disponível em: lr.usembassy.gov/policy-and-history/. Acesso em 18 jan. 2025.

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