Estados Unidos irão reduzir ajuda médica à Zâmbia devido a “roubos sistemáticos”
08/05/2025
Por Luiz Eduardo Leite Carmo
Os Estados Unidos da América irão cortar US$50 milhões de ajuda médica que fornecem à Zâmbia devido a “roubos sistemáticos” que vêm ocorrendo nos últimos anos e da falha do governo zambiano em lidar com a problemática. Os EUA descobriram, em 2021, que suprimentos, medicamentos e outros produtos fornecidos pela ajuda concedida à Zâmbia, e que deveriam ser distribuídos gratuitamente, estavam sendo vendidos em cerca de metade das 2000 farmácias do país.
Após informar o governo zambiano das fraudes, em Abril de 2024 os EUA afirmou que a Zâmbia falhou em corresponder à corrupção iminente, isso após um ano de constantes pedidos para que o país africano lidasse com a situação e prevenisse tais “roubos sistemáticos”. Com isso, os Estados Unidos afirmam então encontrar-se tomando as medidas necessárias para defender as taxas e impostos pagos pelos cidadãos americanos.
Por outro lado, o ministro da saúde da Zâmbia afirma que o país está medindo esforços para resolver a problemática em questão, tendo suspendido ou prendido oficiais envolvidos e estar no processo de finalização de um relatório a respeito do roubo dos medicamentos e suprimentos em questão, mas que deveria respeitar os processos legais, os quais podem levar mais tempo para serem concluídos.
Tais US$50 milhões que serão suspensos fazem parte dos US$128 milhões que os EUA destinam à Zâmbia, todo ano, para a distribuição de suprimentos médicos e farmacêuticos. Assim, os cortes afetarão diretamente suprimentos para HIV, tuberculose e malária, três doenças críticas que afetam diversos zambianos. É importante pontuar que os EUA fundamentam aproximadamente um terço do sistema público de saúde zambiano, assim, os cortes que devem iniciar-se em janeiro de 2026 podem constatar uma grande ameaça à saúde de diversos zambianos.
Fonte: AP
FMI recomenda medidas para Angola diversificar a economia
17/05/2025
Por Sarah Thiely Amarante de Andrade
Atualmente, cerca de 25% e 60% do PIB e das receitas fiscais da Angola vem do setor petrolífero. Entretanto, diante do declínio da produção do petróleo, torna-se necessário que ocorra uma diversificação da economia.
Após uma análise econômica foi identificado que o setor agrícola possui um crescimento promissor. Além disso, especialistas apontam quatro áreas que impulsionará a diversificação na economia, são elas: reformas para melhorar o capital humano, promover um ambiente empresarial, melhorar o acesso ao crédito e dar respostas a necessidade de infraestrutura.
Entre as medidas de destaque está a atração de investimento estrangeiro com foco para melhorar a instrução e colmatar os défices competências para resultar numa mão de obra mais produtiva. Assim, o FMI recomenda facilitar o crédito e melhorar o ambiente econômico para estimular a diversificação da economia, e pontuando a importância de avanços tecnológicos para uma melhor execução da política monetária.
No entanto, apesar do foco em promover o crescimento em outras áreas, vários obstáculos continuam. Um relatório da ONU (2024) alerta que, com os atuais níveis de investimento público, Angola alcançará apenas 47% dos ODS até 2030.

Fonte: DW
