Clipping África Austral #75

Madagascar inicia vacinação contra a Covid-19 após aumento de casos

10/05/2021

Madagascar iniciou a vacinação contra a Covid-19 na segunda (10), após um surto de infecções que transformou algumas escolas e centros comunitários em instalações de tratamento. Recentemente o presidente Andry Rajoelina foi criticado por promover uma mistura de ervas como cura para o vírus, o que levou a um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS). O país registrou 38.874 infecções, incluindo pelo menos 716 mortes. No mês passado, Rajoelina disse que as vacinas Sinopharm, Pfizer e Covishield seriam usadas na campanha de vacinação do país.

Fonte: Africanews

Crise para uns, regalias para outros? Moçambicanos protestam

11/05/2021

Um novo projeto de lei que garante regalias aos funcionários públicos de Moçambique aprovado pelo Parlamento despertou protestos na sociedade civil. O projeto de lei foi muito questionado e criticado pelo fato de que o país enfrenta hoje uma crise social, econômica e de segurança, com a guerra em Cabinda. “Não concordamos com esse tratamento desigual dentro da Função Pública”, afirmou Adriano Nuvunga, coordenador desta plataforma que congrega várias organizações da sociedade civil.

Fonte: DW News

Advogados desafiam a extensão da posse do presidente do Supremo Tribunal do Zimbábue

13/05/2021

Na última semana foi estendido o prazo de mandato do chefe de justiça Luke Malaba, para mais cinco anos. Tal acontecimento foi autorizado pelo presidente do Zimbábue Emmerson Mnangagwa, entretanto essa ação foi recebida com críticas, devido a uma acusação realizada em 2018 contra Luke. Essa acusação está ligada às rejeições de petições, realizadas pela oposição, quando buscavam anular os resultados das eleições, que segundo eles foram fraudadas. Estudiosos dizem que esse cenário pode levar o Zimbábue para uma crise constitucional após as contestações realizadas pelos advogados.

Fonte: Al Jazeera News 

Deportação de missionários evangélicos brasileiros em Angola gera tensão na Câmara dos Deputados

13/05/2021

Na terça-feira (11), nove missionários brasileiros da Igreja Universal do Reino de Deus — fundada por Edir Macedo, um dos principais aliados de Bolsonaro — foram deportados de Angola. Segundo a comunicação da Igreja, os brasileiros foram convocados pela Procuradoria-Geral da República de Angola. O grupo teria sido deportado para o Brasil sem seus pertences e familiares, e alguns deles estariam no país há anos. O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, se comprometeu a investigar as circunstâncias da deportação junto à Embaixada de Angola. O presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil/Angola, deputado Márcio Marinho (Republicanos-BA), ameaçou renunciar à presidência do grupo e, junto ao seu partido, obstruir e ser oposição em qualquer acordo com Angola na Comissão de Relações Exteriores da Casa.

Fonte: Correio Braziliense

Moçambique: Anistia Internacional (AI) diz que brancos tiveram prioridade em evacuação de cidade atacada

13/05/2021

Após ataques de terroristas ligados ao Estado Islâmico, muitas pessoas tiveram que se refugiar em um hotel da cidade que se encontra ao norte de Moçambique, Palma. No dia 24 de março, foram evacuadas 20 pessoas, entre elas, brancos e alguns pretos considerados importantes. Segundo o relatório feito pela Anistia Internacional, dois cachorros foram evacuados antes do restante do pessoal refugiado no hotel.

Fonte: O Tempo

Bilionário promete US$ 213 milhões para vacinas na África do Sul

13/05/2021

O bilionário Patrick Soon-Shiongn deseja doar a quantia de 213 milhões de dólares para a África do Sul, seu país de origem, com o intuito de ajudar na difusão das vacinas contra a COVID-19. O bilionário também planeja ajudar outros países do continente africanos, visando a maior produção de vacinas para que o risco de variantes diminua, já que estas variações da doença, podem deixar as vacinas conhecidas, ultrapassadas.

Fonte: Exame

Angola antecipa encerramento do ano letivo devido ao aumento de casos de covid-19

Data: 13/05/2021

Em função do crescimento exponencial dos casos de covid-19 em Angola, foi decretado o encerramento do ano letivo, com um mês de antecipação, nas escolas do país. Esta mudança foi decretada pelo Ministério da Educação, e segundo o secretário de Estado para Educação Pré Escolar, Francisco Pacheco: “Os números da pandemia têm sido grandes e isso fez com que tivéssemos receios que o ano letivo não terminasse na data prevista, 30 de julho. Fomos obrigados a refazer o calendário […]”.

Fonte: Angola Press

Sul de Madagascar enfrenta pior seca dos últimos quarenta anos

13/05/2021

O Sul de Madagascar, uma das regiões mais pobres do mundo, enfrenta há meses um quadro de seca que ameaça a segurança alimentar de milhares e expõe crianças à subnutrição e à fome. Mães enterram seus filhos devido à fome. A época do ano é tradicionalmente de colheita na região, mas o que se vê são algumas pequenas colheitas, muitas tempestades de areia devido à falta de chuva e à ausência de tecnologia para substituir a precipitação. A situação faz com que muitos se arrisquem nas florestas distantes das áreas urbanas para conseguir o que puderem para cozinhar, inclusive insetos. Com a dificuldade de permanecer em seus locais originais, há milhares de refugiados climáticos que se arriscam em direção ao norte do país, em meio à falta de controle sobre a pandemia de COVID-19.

Fonte: Deutsche Welle

Centenas protestam na África do Sul pela situação da Palestina

13/05/2021

Centenas vão às ruas na África do Sul, com foco em sua cidade mais populosa, Joanesburgo, para protestar contra os ataques de Israel na Faixa de Gaza e contra a corrente repressão na Mesquita de Al-Aqsa na Jerusalém oriental ocupada. A presença de bandeiras da Palestina marca os protestos. Sheikh Riad Fataar, o vice-presidente do Conselho Judicial Muçulmano da África do Sul, uma das instituições organizadoras dos protestos, pede pelo fim da subjugação da Palestina por Israel e solicita apoio à Palestina para o governo central, os partidos políticos e aos cidadãos. Um dos pedidos que marcam os protestos é pelo fechamento da embaixada em Tel-Aviv. As manifestações acontecem depois do ataque do Hamas que foi respondido por Israel com bombardeamentos na Faixa de Gaza que mataram pelo menos 80 palestinos, deixaram feridos mais de 400 e provocaram destruição de muitas construções residenciais.

Fonte: Anadolu Agency

Ar tóxico de usinas a carvão coloca em risco a saúde na África do Sul

Fonte: Imagem © Daylin Paul

14/05/2021

A província de Mpumalanga no oriente da África do Sul tem uma indústria de usinas a carvão que colocam a cidade de Secunda sob um ar tóxico prejudicial ao meio ambiente e à saúde. Aqueles que ali residem já afirmam estar sofrendo com doenças respiratórias e asma, com alguns sendo sufocados em minas de carvão sob condições não adequadas para exploração. Na Alta Corte de Pretória, está em andamento um processo contra o governo sul-africano sob alegação de falha na garantia do direito a um ambiente propício à saúde. Segundo estudo de 2017 comissionado pela groundWork, estima-se mais de 2 mil mortes anuais relacionadas à poluição do ar por queima de carvão na África do Sul. A economia do país se destaca como uma das mais intensivas em carvão do G-20 e a queima extensa de carvão já coloca a África do Sul entre os quinze países com maior nível de emissão de gases do efeito estufa.

Fonte: Human Rights Watch

Alemanha deve reconhecer como genocídio crimes durante colonização da Namíbia

14/05/2021

A Namíbia teve como um dos países colonizadores a Alemanha. Nos últimos anos, os dois países começaram tentativas de acordo para um reconhecimento formal e reparação financeira pelo genocídio alemão no país no qual, assim como todas as colonizações, deixou sequelas históricas nos países. Houve 6 anos de negociações entre os governos, que devem ser concretizadas nos próximos dias, faltando um acordo sobre qual o valor a ser repassado pela Alemanha. O país europeu se negava a utilizar o termo “genocídio” para se referir ao que aconteceu em Namíbia, pois isso implicaria em uma espécie de multa a ser paga, mas, finalmente, há um acordo em vista entre os países para compensar o ataque acontecido entre 1904 e 1908, quando milhares de namibianos foram mortos

Fonte: Deustche Welle

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