Clipping Cone Sul #76

Inflação na Argentina sobe 6,7% em março e vai a 55,1% em 12 meses

Data: 16/04/2022

Conforme adiantado pelo ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, a taxa de inflação no país subiu para 6,7% no mês de março, sendo a mais alta registrada desde o início da década de 2000, quando registrou-se uma elevação dos preços de 10,4%. De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), a inflação no país também chegou a 55,1% em 12 meses. Em comparação com os meses anteriores, a elevação dos preços pode ser sentida em segmentos como, alimentos e bebidas alcoólicas que registraram um aumento de 7,2%, além dos segmentos de água, habitação e gás que tiveram uma elevação de 7,7%, bem como de roupas e educação que registram 10,9% e 23,6%, respectivamente.  

Ainda diante do cenário de inflação na Argentina, especialistas temem que o mais recente acordo fechado entre o país e o Fundo Monetário Internacional (FMI) seja prejudicado. O acordo com o Fundo prevê a renegociação da dívida argentina de US $44 bilhões, mediante o cumprimento de uma série de metas por parte do governo argentino. No entanto, em decorrência da situação inflacionária, recaem sobre o país argentino, incertezas quanto ao cumprimento dos objetivos estipulados pelo FMI. 

Inflação na Argentina sobe 6,7% em março e vai a 55,1% em 12 meses. Valor Econômico, 13 abr. de 2022. Disponível em:< https://valor.globo.com/mundo/noticia/2022/04/13/inflacao-na-argentina-sobe-67percent-em-marco-e-vai-a-551percent-em-12-meses.ghtml>. Acesso em: 16 abr. 2022

Petrobras inicia fase vinculante para venda da participação da MP Golfo do México

Data: 18/04/2022

Em comunicado oficial, a Petrobras informou nesta segunda-feira (18/04), que deu início à fase vinculante do processo de venda de sua empresa subsidiária, a MP Golfo do México. A estatal brasileira detém 20% de participação na empresa, enquanto que a empresa Murphy Exploration & Production Company possui o restante de 80%. A MP Golfo do México trata-se de uma Joint Venture Company, ou seja, um acordo e união de recursos entre a empresa brasileira Petrobras America Inc. (PAI) e a empresa estadunidense Murphy Exploration & Production Company. Atualmente, esse empreendimento conjunto, a MP Golfo do México, possui participação em 14 campos offshore no Golfo do México. De acordo com a Petrobras, a decisão pela venda de ativos da MP Golfo do México está em conformidade com a estratégia de gestão de portfólio e alocação de capital da empresa.  

PULICE, Carolina; FRONTINI, Peter. Petrobras inicia fase vinculante para venda da participação da MP Golfo do México. Reuters, 18 abr. 2022. Disponível em: https://www.reuters.com/business/energy/brazils-petrobras-says-it-discovered-new-oil-accumulation-campos-basin-2022-04-01/. Acesso em: 19 abr. 2022

Governo brasileiro vê dívida bruta em 79,6% do PIB em 2023 e estabelece meta de déficit em 65,9 bilhões de reais

Data: 14/04/2022

Nesta última quinta-feira (14/04), o governo brasileiro projetou a dívida bruta do país ao patamar de 79,6% do PIB em 2023, chegando a 80,3% no ano seguinte, em 2024. Dada a previsão de aumento da dívida, o governo aguarda pela mudança de sua situação fiscal. Desde 2014, o governo brasileiro acumula resultados fiscais negativos, que afastam o Brasil da dívida bruta média do restante dos países emergentes, que gira em torno de 50% do PIB. Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, a melhora dos números fiscais após a deterioração fiscal provocada pelo momento pandêmico de 2020, demonstra uma responsabilidade fiscal do governo. Com esse otimismo e compromisso, o governo prevê no projeto de lei orçamentário, vigente para o próximo ano, que a meta do déficit fiscal será de 65,9 bilhões de reais para 2023. Nessa direção, conforme a previsão do governo, o país registrará um déficit de 27,9 bilhões de reais em 2024 e, finalmente, um superávit de 33,7 bilhões em 2025. 

AYRES, Marcela. Governo brasileiro vê dívida bruta em 79,6% do PIB em 2023 e estabelece meta de déficit em 65,9 bilhões de reais. Reuters, 14 abr. 2022. Disponível em: https://www.reuters.com/world/americas/brazil-government-sees-gross-debt-796-gdp-23-sets-deficit-goal-659-bln-reais-2022-04-14/. Acesso em 19 abr. 2022

Projeção do FMI para o Brasil vai na contramão da economia global 

Data: 24/04/2022

Em relatório oficial, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou queda do crescimento econômico global para o ano de 2022. A expectativa da organização internacional é que ocorra uma redução de 4,4% para 3,6% no crescimento mundial. No caso do PIB brasileiro, a previsão é otimista, haja vista a revisão do percentual de crescimento econômico de 0,3%, projetado no início de 2022, para 0,8% no atual momento. Para alguns especialistas, essa correção está atrelada ao aumento do preço no mercado das commodities. Assim como o Brasil, os demais países exportadores de commodity também registraram revisões para cima, em suas previsões de crescimento econômico.

MONTEIRO, Renan. Projeção do FMI para o Brasil vai na contramão da economia global. Veja, 19 abr. 2022. Disponível em: https://veja.abril.com.br/economia/por-que-o-fmi-projeta-pib-do-brasil-na-contramao-da-economia-global/amp/. Acesso em: 24 abr. 2022.

O Brasil e a América Latina deverão ter dificuldades em tirar vantagens da alta do preço das commodities

Data: 02/05/2022

Em decorrência da Guerra da Ucrânia, o preço das commodities tem aumentado cada vez mais, sobretudo no setor alimentício e de combustíveis. Segundo Carlos Felipe Jaramillo, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, a região poderia se beneficiar com a situação por conta da sua pauta de exportação e dos grandes produtores existentes, contudo, a maioria das colheitas existentes já foram vendidas ou pré-vendidas anteriormente. Normalmente a maioria dos agricultores fecha suas vendas com meses de antecedência e por conta disso, a alta de preços proporcionada pela guerra não será algo no qual eles poderão usufruir.

Além disso, as economias do Cone Sul enfrentam também outros problemas, como a estiagem, o que deve provocar queda na produção de grãos e, consequentemente, o aproveitamento da alta dos preços. Com o cenário pós-pandemia, a questão do aumento dos preços observada tem dificultado a retomada das economias e tem afetado a recuperação do poder de compra das famílias latino-americanas. Por fim, a incerteza sobre as eleições e a piora do cenário internacional são outros fatores que impactam as perspectivas projetadas para a região.

BALAGO, Rafael. Brasil terá dificuldades em aproveitar alta de commodities, diz vice-presidente do Banco Mundial. Folha de São Paulo, 02 maio 2022. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/05/brasil-tera-dificuldades-em-aproveitar-alta-de-commodities-diz-vice-presidente-do-banco-mundial.shtml. Acesso em: 02 maio 2022.

Governo Bolsonaro estuda novas reduções de tarifas sem consultar os demais países do Mercosul

Data: 02/05/2022

Na tentativa de reduzir o impacto das importações na inflação e suas consequências para as eleições de outubro, o governo brasileirou anunciou nova rodada de cortes de aproximadamente 10% no imposto sobre importações, desrespeitando acordo firmado pelo Mercosul. 

Observa-se que, desde sua campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro tem demonstrado pouco interesse no destino do bloco econômico, assim como Paulo Guedes, atual ministro da Economia. Ainda naquele período, Guedes afirmou que o bloco não seria uma prioridade do governo, uma vez que o considerava  “muito restritivo” por conta das “alianças ideológicas” que acabavam por prejudicar a economia brasileira. Ao longo do governo Bolsonaro, inúmeras opiniões já foram traçadas e a inconstância desta situação tem servido como argumento para justificar “uma espécie de trampolim” adotada pelo Brasil em relação aos termos de competitividade.

BARBIÉRI, Luiz Felipe. Brasil assume presidência do Mercosul, e Bolsonaro volta a defender flexibilização nas regras do bloco. G1 Globo, 08 jul. 2021. Política. Disponível em: https://g1.globo.com/politica/noticia/2021/07/08/brasil-assume-presidencia-do-mercosul-e-bolsonaro-volta-a-defender-flexibilizacao-nas-regras-do-bloco.ghtml. Acesso em: 02 maio 2022.

MERCOSUL outra vez ignorado. Estadão, 14 abr. 2022. Opinião. Disponível em: https://opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,mercosul-outra-vez-ignorado,70004038165. Acesso em: 02 maio 2022.

O impacto da Guerra da Ucrânia no continente latino-americano

Data: 02/05/2022

As consequências da Guerra da Ucrânia são sentidas em toda a economia global, mas na América Latina elas estão diretamente associadas à inserção periférica da região como exportadora de commodities. A fragilidade dos sistemas financeiros e monetários latino-americanos a variações nas moedas de troca e preços internacionais tem sido refletida em espirais inflacionárias. O impacto gerado pela pandemia intensificou a desaceleração da economia mundial e o aumento das desigualdades em toda a América Latina. Antes mesmo da declaração da Rússia que iniciava a guerra na Ucrânia, os preços internacionais de commodities se encontravam elevados, principalmente de produtos como petróleo, gás, aço, níquel, urânio, metanol, fosfatos e trigo. Além disso, os aumentos súbitos nas contas de energia, dos preços e das perdas têm afetado várias empresas e por conta disso, estima-se que, nos próximos meses, problemas de abastecimento para a produção de bens básicos serão ocasionados em toda a região.

AGULLÓ, Juan. O impacto da Guerra da Ucrânia na América Latina. Folha de São Paulo, 06 abr. 2022. Rússia. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/latinoamerica21/2022/04/o-impacto-da-guerra-da-ucrania-na-america-latina.shtml. Acesso em: 02 maio 2022.

Fonte da Imagem: MONTEIRO, Renan. Projeção do FMI para o Brasil vai na contramão da economia global. Veja, 19 abr. 2022. Disponível em: https://veja.abril.com.br/economia/por-que-o-fmi-projeta-pib-do-brasil-na-contramao-da-economia-global/amp/. Acesso em: 24 abr. 2022.

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