Clipping Cone Sul #95

Javier Milei é eleito presidente da Argentina com pauta ultraliberal e discurso radical antipolítica

1. Novo presidente da Argentina, Javier Milei

Fonte: Agustin Marcarian/Reuters

19/11/2023

Javier Milei é o novo presidente eleito da Argentina. O ultraliberal derrotou seu adversário peronista Sergio Massa por uma diferença de 11 pontos percentuais nas eleições do dia 19/11. Milei assume a presidência argentina em um período conturbado, onde 40% da população vive em condições de pobreza, a inflação é a maior em 30 anos, a dívida externa argentina é bilionária e com uma forte desvalorização cambial. Milei prometeu uma série de medidas radicais para contornar o atual cenário econômico argentino, como o fechamento do Banco Central argentino e a dolarização da economia, e agora terá a oportunidade de colocá-las em prática sem percalços, já que a nova composição do parlamento argentino deve em sua maioria apoiá-lo.

Fonte: G1

Milei vence: quais são as principais ideias do novo presidente da Argentina

19/11/2023 

No dia 19 de novembro (domingo), Milei venceu as eleições da Argentina, contra seu adversário Sergio Massa. Em seu plano de governo, Milei apresentou diversas propostas para o país argentino, sendo a primeira delas, a dolarização da economia e abandono do peso argentino, com intuito de combater a inflação que assola o território desde o ano passado. Para seguir esse plano, o novo presidente quer abrir a economia, flexibilizar o mercado de trabalho e fechar o Banco Central, para assim colocar os dólares de reserva da instituição em circulação no mercado. Ademais, no campo da política externa, Milei pretende retirar a Argentina do bloco do Mercosul, além de ser contrário tanto ao ingresso do país no BRICS, quanto de manter relações econômicas e diplomáticas com o Brasil e a China. Milei também pretende reduzir os gastos públicos com cortes nas áreas da saúde, educação e desenvolvimento social. Por último, no campo militar, o presidente propõe uma ação de linha dura contra a criminalidade, com combates ao narcotráfico, militarização nas prisões, diminuição da maioridade penal para 14 anos e facilitação da compra de armas pelos civis.

Fonte: BBC News Brasil

Milei vence na Argentina: o que Brasil tem a ganhar ou perder?

19/11/2023

O recém eleito presidente argentino Javier Milei teceu, em sua campanha, pesadas críticas ao presidente brasileiro Lula e afirmou que cortaria relações com o Brasil se necessário, mas o consenso entre especialistas é o de que tais ameaças são vazias e não se traduziriam em ações contundentes. A economia argentina é intimamente ligada à brasileira, um de seus maiores parceiros comerciais, e cortar relações não seria um processo simples. Há também expectativas de que caso o governo de Milei alcance seus objetivos, o Brasil teria ganhos econômicos uma vez que a Argentina é o maior destino das exportações industriais brasileiras, além de uma simplificação do comércio exterior argentino. Existem, no entanto perdas políticas com o mandato de Milei, especialmente no projeto brasileiro de se tornar uma potência regional, já que os principais meios utilizados pelo Brasil para tal, o MERCOSUL e os BRICS seriam abandonados por Milei.

Fonte: BBC Brasil

Como União Européia e Mercosul intensificam negociações para fechar acordo dias antes da posse de Milei

27/11/2023

Diplomatas dos dois blocos vêm intensificando as negociações para que o pacto seja finalizado antes da posse do novo presidente argentino, Javier Milei, no dia 10 de dezembro. Dessa forma, está havendo inúmeras reuniões virtuais e presenciais aos fins de semana com horas de duração, idas e vindas de delegações europeias a Brasília, porém com a  perspectiva de que decisão, em favor do livre comércio entre Mercosul e União Europeia, vai ser tomada apenas nos momentos finais anteriores à posse do novo líder argentino. Diplomatas brasileiros afirmam que as negociações avançaram nos últimos dias, entretanto o principal entrave à conclusão do acordo, que são as exigências ambientais dos europeus, ainda persiste. Ao mesmo tempo, observa-se que a vitória do economista libertário Javier Milei nas eleições argentinas deu um impulso a mais no ímpeto dos negociadores para superarem os impasses e finalizarem o acordo antes de o argentino assumir o poder. Como o Brasil é, entre todos os países do Mercosul e da União Europeia, o que tem a maior extensão de florestas, as exigências ambientais, em um primeiro momento, foram vistas pelo governo brasileiro como uma afronta e uma espécie de “protecionismo verde”, termo usado para classificar medidas de protecionismo comercial sob o pretexto de serem motivadas por preocupações ambientais. Por conseguinte, em setembro, o Mercosul respondeu à carta dos europeus rebatendo alguns dos principais tópicos do documento e propondo a criação de um fundo de 12 bilhões de euros (cerca de R$ 65 mil) para ajudar países do bloco a implementarem políticas ambientais e de redução do desmatamento. No atual momento, segundo um diplomata ouvido pela BBC News Brasil, nos últimos dias, os europeus teriam se mostrado mais flexíveis às demandas do Mercosul na área ambiental, assim, o tom de sanções e suspeitas em relação à capacidade do bloco de cumprir metas ambientais teria sido trocado por um de cooperação.

Fonte: BBC News Brasil

Anarcocapitalismo: o que é a ideologia que o novo presidente argentino Javier Milei diz seguir

01/12/2023

O anarcocapitalismo, uma filosofia político-econômica que preconiza a abolição total do Estado dentro de um sistema capitalista, ganhou destaque recentemente com a eleição de Javier Milei como presidente da Argentina. Durante a campanha, Milei se autodeclarou anarcocapitalista, propondo uma drástica redução do poder estatal. Ademais, apesar das declarações de Milei, pesquisadores argumentam que implementar um governo anarcocapitalista é inviável, já que o líder eleito não pode renunciar ao papel de autoridade máxima. Esta corrente de pensamento defende a extinção completa do Estado, com base no livre mercado e relações pacíficas entre as pessoas, enfatizando o direito à propriedade privada e se opondo à cobrança de impostos. Para os adeptos, a desigualdade é vista como resultado do mérito individual, em contraposição ao papel do Estado na regulação para evitar impactos negativos nos mais fracos.

Fonte: BBC

Lula critica países que “lucram com a guerra” e cobra redução de combustíveis fósseis na COP 28

01/12/2023

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo durante a COP 28, em Dubai, pedindo a redução global do uso de combustíveis fósseis e criticando países que lucram com a guerra enquanto os mais pobres arcam com as consequências das mudanças climáticas. Na conferência da ONU sobre o clima, Lula destacou a urgência em discutir o futuro ambiental, especialmente em meio ao que os cientistas chamam de “o ano mais quente da história”. Para mais, o presidente brasileiro enfatizou a necessidade de acelerar a descarbonização do planeta e promover uma economia menos dependente de combustíveis fósseis. Lula ressaltou a insatisfação com acordos climáticos não cumpridos, metas de redução de emissões negligenciadas e a falta de auxílio financeiro aos países pobres. Ele questionou o comprometimento real dos líderes mundiais em salvar o planeta e destacou os altos gastos com armas, mencionando que o montante poderia ser investido no combate à fome e no enfrentamento das mudanças climáticas.

Fonte: CNN

COP28: horas após Brasil prometer se aliar a ‘clube do petróleo’, Lula cobra mundo por combustíveis fósseis

01/12/2023

No dia primeiro de dezembro (sexta-feira) o presidente Lula realizou um discurso na conferência da ONU sobre o clima (COP28) para os principais líderes mundiais, cobrando deles uma ação a fim de deixar o planeta Terra menos dependente dos combustíveis fósseis. Segundo Lula os principais afetados pelas mudanças climáticas são os países pobres, que sofrem com as consequências da emissão de poluentes pelos mais ricos, “No Norte do Brasil, a Amazônia amarga uma das mais trágicas secas de sua história. No Sul, tempestades e ciclones deixam um rastro inédito de destruição e morte”. Entretanto, horas antes do discurso de Lula, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou em uma videoconferência da Opep, que o Brasil iria aderir à carta de cooperação da Opep+ em janeiro. Além disso, Silveira elogia a Opep+ por gerar benefícios aos países produtores de petróleo e consumidores de combustíveis fósseis, além de destacar a produção de petróleo e gás no Brasil. A contradição entre o anúncio e o discurso de Lula provocou uma série de reações controvérsias por parte dos ambientalistas que acompanham a COP 28 e a tentativa do Brasil em se tornar uma liderança mundial nos assuntos climáticos.

Fonte: BBC News Brasil

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