Clipping Chifre da África #29

Presidente de Sudão ouve manifestantes e propões caminhar para a paz. 

Data: 02.04.19

Em função dos grandes protestos estão ocorrendo em todas as cidades do Sudão desde 19 de dezembro, as quais começaram pela combustível e pelo aumento dos preços dos alimentos, e  se transformaram em protestos de pleno direito, pedindo a renúncia de al-Bashir  levou ao presidente sudanês, entender as demandas dos manifestantes como legítimas.  Al-Bashir renovou o pedido de oposição dentro do Sudão e no exterior para participar do processo de paz, enfatizando o compromisso com todas as referências das negociações de paz. O presidente sudanês também renovou o apelo para que a oposição ao holdout aceite o diálogo como o único meio de construir uma pátria que acomode todas as forças. A União Africana está em processo de negociações de paz abrangentes para pôr fim à guerra e realizar reformas democráticas. O processo de duas vias compreende o governo sudanês e as forças da oposição, incluindo os grupos armados em Darfur e nas Duas Áreas.

Fonte: Sudan Tribune

União Europeia nega que financiou trabalho forçado na Eritréia

Data: 02.04.19

A União Europeia foi acusada por ativistas de direitos humanos da Eritréia por financiarem um esquema no país, sendo esse um projeto de construção de estradas, que usava trabalho forçado. Esse projeto é parte do programa da UE para conter a migração da África para a Europa, e a FHRE (Fundação Direitos Humanos para Eritreia) ameaçou processar a UE por violação da carta de direitos humanos, pois os recrutas de serviços nacionais – que são civis da população, recrutados porque o país exige que as pessoas realizem 18 meses de serviço nacional – que trabalhavam na construção não recebiam pagamento pelo trabalho ou foram presos. A Anistia Internacional afirmou que esse projeto ‘’roubou a juventude do país de seus sonhos criando uma geração de refugiados eritreus’’.


Fonte: BBC

A integração política no Chifre da África é possível?

Data: 06.04.2019

O primeiro ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, buscou promover integração política em alguns países do continente africano com o intuito de impulsionar o processo de paz. Desse modo, esteve com o líder do território separatista do norte da Somália, Muse Abdi com o objetivo de discutir questões regionais de segurança. Para além, reuniu-se com o presidente do Sudão do Sul para discutir a maneira de se promover a paz. Outrossim, Ahmed também se reuniu com o presidente queniano para findar a disputa marítima entre os países Quênia e Somália. Embora tenha sido elogiado pelas negociações, pôde-se perceber que estas reverberaram negativamente uma vez que, Sudão e Djibuti sentiram-se marginalizados após o acordo de cooperação entre Etiópia, Eritreia e Somália ser concretizado.

Fonte: Al Jazeera

Perpetuado pela desigualdade de gênero e tradições, o casamento infantil na Etiópia ainda é muito comum, ocorrendo em grande quantidade

Data: 07.04.2019

Apesar de haver tentativas de aperfeiçoar os direitos das mulheres, a Etiópia, que se encontra entre os 20 países com maiores taxas de casamento infantil, possui aproximadamente 40% das meninas menores de 18 anos casadas. O problema se agrava em áreas rurais, por influência das questões econômicas e sociais, onde chega-se a 75% o número de meninas sujeitas ao casamento infantil diferente da capital, onde a taxa é de 10%. Dessa forma, ainda que a prática seja proibida no país, discute-se a eficácia da lei e de sua implementação, que não trouxe mudanças significativas, mostrando a necessidade de algumas medidas que conscientize as comunidades e também incentivos à educação para as meninas, com o intuito de que elas se tornem mais instruídas e lutem pela subversão dessas práticas.

Fonte: Wardheer News

Todos os olhos no exército: manifestações populares contra Bashir e se intensificam

Data: 08.04.2019

O governo de Omar Al-Bashir tem encontrado dificuldades no que diz respeito a condução da economia do seu país, há escassez de combustível, dinheiro e aumento do preço dos alimentos. Essa má administração gerou protestos no país, que estão sendo fortemente reprimidos pelo NISS (Serviço Nacional de Inteligência e Segurança), amplamente conhecido e temido no Sudão por suas ações violentas contra manifestantes em protestos antigoverno. Contudo, alguns solados do NISS, principalmente nos últimos dias, passaram a tentar apoiar os manifestantes. Foi nesse contexto que ontem (07/04), um soldado foi morto ao tentar defender manifestantes da oposição ao governo, que se concentravam em frente à residência do atual presidente. Uma crise de maior escala pode estar emergindo no país, uma vez que o exército em breve terá que escolher um lado, apoio a sociedade ou ao governo. A população em manifestação busca apelar ao exército para que eles se unam a sociedade, e o presidente, apesar de reconhecer a validade das manifestações disse só saíra do governo quando seu mandato acabar, em 2020.

Fonte: Al Jazeera ity31 \lsdl


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