Clipping Grandes Lagos #61

Uma a cada três mulheres assediadas virtualmente na Uganda

20/08/2020

Em uma pesquisa conduzida pela Pollicy, uma empresa de pesquisa de tecnologia cívica na Uganda, foi demonstrado que uma a cada três mulheres no país já sofreram assediado com base em gênero na internet. A pesquisa, que contou com a resposta de 3,306 mulheres, observou que o Facebook era a plataforma principal onde violência online baseada em gênero (OGBV, podendo ser o ato de stalking, bullying, assédio sexual, difamação, discurso de ódio, ou qualquer outro abuso virtual baseado em gênero) aconteceu (72,9%), seguindo pelo WhatsApp, com 38,1%. O país, em particular, já relatou casos de figuras públicas femininas terem seus perfis hackeados e fotos íntimas vazadas. De acordo com a Pollicy, o tipo mais comum de OGBV em Uganda é o assédio sexual (42%), seguindo por difamação (24%) e stalking (17%). No entanto, somente 14,6% das mulheres entrevistadas afirmaram que procurariam as autoridades para relatar uma violência online baseada em gênero. Este número preocupa Neema Iyer, fundadora do Pollicy, que propõe que a polícia receba treinamento de segurança digital baseada em gênero, de modo a lidar melhor com as denúncias de OGBV.

Fonte: Daily Monitor

Dívida ugandense chega a níveis de crise

02/09/2020

Em um pronunciamento feito pelo governo, foi declarado que a dívida pública ugandesa está projetada a chegar em 47,5% de seu PIB para o ano fiscal de 2020/2021 por conta de empréstimos realizados e custos associados à administração da pandemia no país. De acordo com o Daily Monitor, a projeção da dívida implica que o país não está coletando impostos suficientes para cobrir seus custos. De acordo com o Dr. Albert Musisi, o comissário para o departamento de macroeconomia do Ministério de Finança, Planejamento e Desenvolvimento Econômico, a dívida comparada com o PIB total vem crescendo desde o ano fiscal de 2018/2019. Segundo Musisi, essa dívida era equivalente a 35,4% do PIB no ano fiscal de 2018/2019, 40,2% em 2019/2020 e, hoje, chega quase aos 50%, que é o limite para um país ser considerado em dívida. 

Fonte: Daily Monitor

Foto: Deutsche Welle

Tanzânia restringe atuação da imprensa internacional no país

11/08/2020

Com uma nova lei, a Tanzânia proíbe sua imprensa local de veicular conteúdo internacional sem autorização oficial, além de limitar o trabalho de jornalistas de veículos estrangeiros ao determinar que estes devem ser acompanhados por um representante público na elaboração de suas reportagens. Conteúdos internacionais produzidos por rádios locais, no entanto, permanecem autorizados a continuar transmitindo. O diretor-geral da Deutsche Welle, Peter Limbourg, afirma que “É uma tentativa desajeitada de reprimir as vozes críticas antes das eleições na Tanzânia” e declara seu apoio aos jornalistas parceiros atuando no país. Com as eleições presidenciais previstas para outubro, muitos jornalistas preocupam com a cobertura dos resultados. Esta não é, não obstante, a primeira vez que a Tanzânia passa legislações que restringem a imprensa. Desde julho deste ano é ilegal publicar conteúdo que ridiculariza o país; além disso, é proibido “(…) planejar, promover ou convocar abertamente protestos no país.” por meio das redes sociais, segundo o Deutsche Welle. A Tanzânia tem sido alvo de críticas internacionais, pontuando em 124 lugar no ranking mundial da liberdade de imprensa da ONG Repórteres Sem Fronteiras.

Fonte: Deutsche Welle


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