Clipping Grandes Lagos #71

Oficial de educação do Quênia pede esforço conjunto para proteger a escolaridade de meninas

21/10/2020

O condado de Isiolo tem lidado com um cenário de frequência irrisória de meninas na escola devido a fatores sócio-culturais. De acordo com o Diretor de Educação do Condado, 31 meninas, 27 em escola primária, haviam engravidado desde o fechamento das escolas em março devido à pandemia de Covid-19, muitas delas, de famílias pobres, abandonam o ambiente escolar por falta de abastecimento regular de absorventes higiênicos, o que as leva a fazer sexo com homens em troca de absorventes. Também, se mostra comum que os pais atribuam mais tarefas às meninas do que aos meninos, negando-lhes tempo suficiente para estudar em casa.

Diante desse contexto, procura-se convergir esforços a fim de proteger as meninas contra práticas culturais desatualizadas como a multilação feminina, o casamento precose e, também, contra a prática de abuso sexual. O Diretor está trabalhando com professores, pais e o governo nacional para garantir que todos os alunos da quarta série à oitava série estejam de volta à escola. Ademais, foi pedido às meninas que denunciassem qualquer forma de maus-tratos, abusos e exploração às autoridades para que fossem tomadas medidas contra os perpetradores. De acordo com o Dr. Koriyow, o trabalho entre as partes interessadas tem como objetivo garantir que todas as meninas grávidas voltem à escola para, assim, prosseguirem com sua educação.

Fonte: Daily Nation

Mulheres políticas lendárias do Quênia buscam impulso unificado para a diversidade de gênero

22/10/2020

Como causa crítica, o impulso para a diversidade de gênero no desenvolvimento do Quênia trouxe o apelo entre as mulheres na política para se unirem em defesa da causa. A ex-parlamentar da Assembleia Legislativa da África Oriental, Sra. Mumbi Ngaru, diz que as legisladoras devem procurar liderar a causa comum das mulheres apesar de suas afiliações políticas. Já a ex-parlamentar de Karachuonyo, Sra. Phoebe Asiyo, traz em discussão o poder que as legisladoras têm de acelerar o passo para alcançar a igualdade de gênero no país. Acrescenta, também, que os impactos das mulheres na liderança são evidentes, portanto, sua exclusão nos espaços de tomada de decisão é inaceitável.

De acordo com a professora de Relações Internacionais e Governança da Universidade de Nairóbi, Maria Nzomo será necessário uma mudança de mentalidade dos quenianos, no que se refere à igualdade entre homens e mulheres, para que a Constituição seja efetivamente implementada. “Podemos ter um bom documento, mas a menos que as pessoas estejam dispostas a mudar sua mentalidade e que pensem naturalmente que é importante para homens e mulheres participarem da liderança, (então) você não pode ir muito longe”, acrescentou ela.

Fonte: Daily Nation

O confinamento da Covid piorou a violência contra os homens em Uganda – de acordo estudo.

22/10/2020

O estudo intitulado “Construindo comunidades urbanas pacíficas em Kampala em meio a Covid-19” foi realizado por pesquisadores da Faculdade de Humanidades e Ciências Sociais da Makerere University entre julho e setembro, com financiamento do Fundo de Pesquisa e Inovação. O estudo centrou-se na agitação social e no conflito durante e após a pandemia Covid-19 e nos mecanismos de resolução de conflito usados ​​nas favelas de Kampala de Makerere Kivulu, Kikoni, Katanga e Kisenyi.

No mínimo 24 líderes do conselho local e 124 pessoas comuns foram entrevistados durante o estudo, sendo que do total de entrevistados 51% eram homens, enquanto 49% eram mulheres. Como resultado da pesquisa concluiu-se que muitos homens foram torturados psicologicamente devido à sua incapacidade de sustentar suas famílias e, também, inferiu-se aumento de casos de divórcio ou separação, casamentos prematuros como resultado do fechamento de escolas, aumento do trabalho e da brutalidade do pessoal de segurança.

Fonte: Daily Monitor

Foto: The New Times
FMI projeta crescimento de 2% para economia de Ruanda

22/10/2020

De acordo com as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) a economia de Ruanda crescerá 2% em 2020 antes de se recuperar para fortes taxas de crescimento no próximo ano, em torno de 6,3%. Embora seja uma desaceleração em comparação com o crescimento de 9,4% em 2019, Ruanda será um dos poucos países africanos a experimentar crescimento. Contudo, mesmo com o crescimento estimado, Ruanda pode antecipar um aumento nos preços ao consumidor em uma média anual de cerca de 6,9 ​​por cento em 2020, de 2,4 por cento em 2019. Sabe-se que o crescimento dos preços ao consumidor é calculado por meio do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que examina a média ponderada dos preços de uma cesta de bens de consumo e serviços, como transporte, alimentação e assistência médica.

Em outubro, Ruanda deverá se beneficiar de um segundo alívio de US $ 16,9 milhões do serviço da dívida do Fundo Monetário Internacional por um período inicial de 6 meses. O primeiro alívio veio com o objetivo de enfrentar o impacto da pandemia Covid-19, no total de US $ 11 milhões, aprovados em abril. Nesse cenário de não obrigação de cumprimento de sua dívida por vários meses devido aos alívios dados pelo FMI, Ruanda terá mais capital disponível para investir nos aspectos afetados da economia, bem como melhorar a capacidade de resposta à pandemia.

Fonte: The New Times


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