Clipping África Austral #89

Líderes de comunidades tradicionais divididos sobre o Pacto de Genocídio entre Namíbia e Alemanha

Data: 04/10/2021

Líderes de diferentes autoridades tradicionais da Namíbia estão divididos sobre o pacto de reparação de genocídio entre Alemanha e Namíbia, discutido na Assembleia Nacional do país. O acordo prevê um fundo de N$18 bilhões para ajudar projetos locais ao longo de 30 anos. Gaob Johannes Isaak, da Autoridade Tradicional IHai IKhaua, defende que as comunidades Nama e Ovaherero, em vez do governo, deveriam negociar diretamente com a Alemanha. Já Martin Biwa, conselheiro tradicional sênior da Autoridade Tradicional de Vaalgras, argumenta que a compensação oferecida em valor monetário não é suficiente, mas é melhor do que nada. Benedictus Snewe, conselheiro tradicional sênior da Autoridade Tradicional de Bondelswarts, concorda que o valor é melhor do que o que eles têm até agora e está de acordo com as negociações do governo. Em 2015, os dois países começaram a negociar um acordo que combinaria um pedido oficial de desculpas da Alemanha pelo que é conhecido como o primeiro genocídio do século XX.

Fonte: allAfrica

SADC considera estender missão militar em Moçambique

05/10/2021

Os líderes da África Austral se reuniram na última terça-feira, 5 de outubro, para discutir a possibilidade de estender a missão militar em Cabo Delgado, Moçambique, para eliminar os jihadistas que realizam ataques terroristas na região. Em julho deste ano, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) iniciou uma missão de três meses em Cabo Delgado. O tamanho total da força do desdobramento regional da SADC não foi revelado, mas a África do Sul tem o maior contingente, cerca de 1.500. No fim de semana, a SADC disse que suas forças mataram um líder jihadista local e 18 combatentes durante um ataque militar em uma de suas bases. Além do anfitrião da reunião, Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul, outros presidentes presentes nas negociações, como Mokgweetsi Masisi de Botsuana, Hage Geingob da Namíbia e Filipe Nyusi de Moçambique.

Fonte: CGTN

Angola: Presidente promete aumentar orçamento do ensino superior

Fonte: DW/P.Borralho

5/10/2021

Com o início do ano letivo 2021/2022 em Angola, o presidente João Lourenço presidiu, na cidade de Bié, a cerimônia de abertura do ano letivo. Durante seu discurso de abertura, Lourenço anunciou que o Executivo se propôs a aumentar o investimento no Ensino Superior durante o ano. Como parte do aumento do orçamento previsto, o presidente anunciou que serão distribuídas mais bolsas de estudo internas para a graduação e pós-graduação. Os anúncios, no entanto, não atenderam a principal reivindicação dos estudantes angolanos, que estão protestando contra o aumento das mensalidades prevista pelos ministérios das Finanças, do Ensino Superior e da Educação.

Fonte: DW

Namíbia diz que Governo angolano ignora uso do mar nacional como refúgio para barcos de pesca ilegal nas suas águas territoriais – Peixe é “roubado” durante a noite

06/10/2021

O governo da Namíbia criticou o governo de Luanda por este ignorar os relatórios sobre a detecção de embarcações ilegais de pesca, inclusive angolanas, que têm adentrado no mar territorial namibiano, no período noturno, para evitar a fiscalização.  Os referidos relatórios foram elaborados pelas autoridades marítimas da Namíbia, inclusive pelo Ministério das Pescas e Recursos Marinhos, e reportam ao menos 23 barcos pesqueiros ilegais invadindo o mar nacional nos últimos anos. O problema tem se agravado diante das acusações contra o governo angolano de que este permite, em suas águas do sul, junto à Baía dos Tigres, no Namibe, a permanência de um valhacouto para pescadores ilegais. As autoridades angolanas afirmam realizar as devidas investigações.

Fonte: Novo Jornal

Cabo Delgado: Forças militares conjuntas matam líder terrorista

8/10/2021

Em discurso feito no dia 7 de outubro, o presidente moçambicano Filipe Nyusi anunciou que o exército do país “abateu um dos membros da chefia do grupo [terrorista], chamado Muhamudu”. Muhamudu foi identificado pelas forças militares moçambicanas como líder de um grupo terrorista que teria, há um ano e meio, comandado um massacre de 52 pessoas, conhecido como “o massacre de Xitai”, fazendo referência ao nome da aldeia onde os corpos foram encontrados.

Fonte: DW

Malawi tornará língua de sinais uma das línguas oficiais do país

8/10/2021

O presidente do Malawi, Lazarus Chakwera, determinou que a língua de sinais do Malawi deve ser utilizada em todos os canais de televisão e eventos governamentais, e que a língua deve ser reconhecida como oficial do Malawi. O governo está trabalhando conjuntamente com a Associação Nacional do Malawi para os Surdos (MANAD, sigla em inglês) para a distribuição de um dicionário oficial da língua de sinais do Malawi. Outra iniciativa governamental é aumentar o número de intérpretes de língua de sinais no país; atualmente o Malawi conta com somente cinco intérpretes profissionais.

Fonte: Voanews

Refugiados ruandeses em Moçambique denunciam novas intimidações

08/10/2021

Em meio as denúncias de perseguição, assassinato e desaparecimento de refugiados ruandeses em território moçambicano, novas acusações de ameaças e intimidações vem surgindo. A força policial moçambicana, responsável pelas investigações, assume que os casos denunciados se distanciam de perseguições. Isso, frente à aproximação dos governos de Ruanda e Moçambique. Além disso, vale ressaltar que o Presidente da Associação dos Ruandeses Refugiados em Moçambique, Cleophas Habiyareme, já vinha chamando a atenção da problemática acerca das perseguições e aproximação dos governos à comunidade internacional, a qual, apela para uma ação frente às violações de Direitos Humanos no país.

Fonte: DW

Angola: Jovens anunciam manifestações contra o “retrocesso” da democracia

08/10/2021

Na sexta-feira (08/10) foram anunciadas uma série de manifestações democráticas a partir do dia 16 de outubro, contra o retrocesso da democracia e violações sistemáticas da Constituição em Angola, promovidos pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder) e o presidente João Lourenço. Entre os manifestantes, estarão organizações juvenis de partidos políticos e da sociedade civil, que anunciam que os atos de rua devem ocorrer ao longo de todo o país. Dentre as acusações estão: usurpação abusiva dos poderes de outros órgãos de soberania, violações sistemáticas à Constituição e às demais leis vigentes, uso autoritário dos meios de comunicação social público, partidarização das instituições do Estado e perseguição de adversários políticos que defendem a justiça. O ativista cívico e membro do Movimento Hip-Hop Terceira Divisão, José Gomes Hata, considerou que Angola vive “um processo mal concluído dos Acordos de Bicesse”, e acredita, como outros manifestantes, que Angola não superou a ditadura.

Fonte: DW

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