Clipping Chifre da África #31

Sudão do Sul diz que seu espaço aéreo foi aberto apesar da situação de seu país vizinho

Data: 14.04.2019

O Sudão do Sul explicou que o espaço aéreo do país continuou aberto mesmo diante da ação do Sudão, país vizinho, que além de fechar o espaço aéreo também vedou todas as fronteiras após a renúncia do presidente anterior, Omar al-Bashir, o Sudão do Sul não foi avisado sobre o fechamento porque o Sudão exercia controle sobre o espaço aéreo. Outrossim, países como Quênia, Ruanda e Etiópia tiveram suas companhias aéreas afetadas e o Sudão manteve sua ação de bloqueio.

Fonte: African News

União Africana dá militar sudanês duas semanas para entregar o poder

Data: 15.04.2019

O Conselho de Paz e Segurança da União Africana deu ao Conselho Militar de Transição (TMC) do Sudão duas semanas para entregar o poder a civis dizendo que suspenderia a participação do Sudão no organismo regional. O TMC ao dizer que estariam protegendo os sudaneses do uso da violência contra manifestantes, advindas do governo, retirou o ex-presidente Omer al-Bashir na quinta-feira, 11 de abril, já que ele havia ordenado disparar balas reais para dispersá-los. O Conselho de Paz e Segurança exige que os militares sudaneses deixem o poder e entreguem o poder a uma autoridade política transitória liderada por civis, de acordo com a vontade do povo e ordem constitucional, dentro de um período máximo de quinze dias a partir da data de a adoção do presente comunicadode que caso contrário, o Conselho aplicará automaticamente o Artigo 7 do seu Protocolo, o qual a suspenderia da participação do Sudão em todas as atividades da União Africana até ao restabelecimento da ordem constitucional.

Fonte: Sudan Tribune

Egito e Somália discutem a dinâmica de segurança do Chifre da África


Data: 19.04.19


Uma reunião ocorreu nesta quinta-feira, dia 18 de abril, em Cairo, no Egito, entre os ministros das Relações Exteriores do Egito e da Somália. Eles discutiram os desenvolvimentos políticos feitos por ambos os países para garantir a segurança do Sudão e do Mar Vermelho, além da luta contra o terrorismo que enfrentam e as operações de paz feitas na Somália. Tais discussões são relevantes no cenário internacional atual, visto que o presidente sudanês Omar al-Bashir – que governou o país por 30 anos – foi deposto pelo exército semana passada, e agora é um conselho militar que administrará o país durante 2 anos, até uma nova eleição presidencial ocorrer. Essa nova administração política alterará a dinâmica no Mar Vermelho e entre os Estados pertencentes ao Chifre da África.

Fonte: Middle East Monitor

População em protestos amplia desafio a conselho militar no Sudão: manifestantes rompem com junta que derrubou Bashir e prometem mais pressão

Data: 19.04.2019

Em dezembro de 2018, o aumento de preço do pão no país é o estopim para o início de um movimento que buscava subverter o governo de Bashir, que acaba sendo deposto pelos militares após um golpe militar. Entretanto, os líderes dos atuais protestos no Sudão reivindicam pela passagem do poder para uma autoridade civil, o que vem sendo prometido pelo conselho militar, mesmo que não tenha data prevista. Dessa forma, os manifestantes
suspendem negociações com a junta militar e anunciam a formação de um conselho civil, tendo como objetivo intensificar as manifestações a fim de aumentar a pressão sobre os militares e assim, devolver o poder à população por meio de uma autoridade civil. Ao longo desse processo o Sudão vem recebendo apoio financeiro de outros países, como a Arábia Saudita, o que pode ajudar no prolongamento do poder nas mãos do conselho militar.

Fonte: O Globo

Manifestantes sudaneses negam ajuda bilionária

Data: 22.04.2019

No domingo, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos anunciaram que enviariam uma ajuda de três bilhões de dólares ao Sudão com o objetivo de colaborar para a estabilização do país, sendo que 500 milhões seriam depositados no banco central sudanês, a fim de aliviar a pressão no câmbio, e o restante seria enviado na forma de medicamentos, alimentos e combustível. Assim que ficaram cientes do anuncio os manifestantes gritaram palavras de ordem contra a ajuda, alegando que isso seria feito
para que os dois países pudessem exercer maior controle do Sudão. Além disso ainda questionaram porque ambos os países não ajudaram quando o governo estava matando a sua própria população e, completaram dizendo que o Sudão possui recursos suficientes para arcar com as suas necessidades e que precisavam apenas de uma boa liderança para
geri-los, não sendo necessário que nenhum outro país interviesse ajudando-o. Especialistas afirmaram, porém, que o país precisa de toda ajuda que puder receber, já que está completamente abalado política e economicamente e enfrenta uma profunda desestabilização econômica, a qual impacta, inclusive, na alimentação dos 40 milhões de habitantes do país.

Fonte: Al Jazeera


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