Clipping Chifre da África #46

EUA reabrem embaixada na Somália após quase três décadas

Data: 03.10.2019

Segundo o embaixador norte-americano, Donald Yamamoto, os Estados Unidos reabriram a embaixada na cidade de Mogadíscio, capital da Somália, após 28 anos de retirada devido à guerra civil presente no país. A Casa Branca fechou sua embaixada após a queda do regime militar do presidente Siad Barre, que levou o país a viver em uma situação de caos. O reestabelecimento da embaixada dos EUA na Somália, significa um grande avanço no estreitamento das relações entre os dois países, que se tornaram parceiros na construção de um Estado democrático e mais estável.
Arábia Saudita declara que busca remoção do Sudão da lista de terrorismo dos EUA
Data: 06.10.2019
Após uma reunião entre Salman, rei da Arábia Saudita, Abdel Fattah al-Burhan, o mais recente chefe do conselho de transição do Sudão e Abdalla Hamdok, primeiro ministro sudanês, a Arábia Saudita anuncia no ministério das Relações Exteriores que está trabalhando na retirada do Sudão da lista de Estados patrocinadores do terrorismo nos EUA. Tal designação se dá desde 1993 sob a alegação que o governo do ex-presidente Omar al-Bashir apoiava grupos considerados terroristas pelos Estados Unidos. A inclusão
nessa lista faz com que não seja possível que Estado recorra ao auxílio do FMI ou do Banco Mundial, assim a remoção poderia tornar viável um maior investimento estrangeiro. Entretanto, é improvável que os EUA peça a retirada do Sudão da lista enquanto este não for formado por um governo civil permanente.
Fonte: Al Jazeera
Sudão perdoa dívida da França
Data: 07.10.209
Após o primeiro ministro do Sudão, Abdalla Hamdok, proferir seu discurso nas Nações Unidas; o mesmo reuniu-se com o presidente da França, Emmanuel Macron, para discutirem sobre a dívida da França ao país. O cancelamento da dívida foi anunciado, dias depois, pelo Ministro de Finanças e Desenvolvimento Econômico, Ibrahim al- Badawi, junto ao projeto de recuperação econômica do Sudão, onde a França irá auxiliar, incentivado empresas francesas a criarem parcerias públicas e privadas com empresas locais. Ademais, para os líderes sudaneses o perdão da dívida francesa serviráde exemplo para outros países fazerem o mesmo, e assim, criar-se uma integração internacional com o Sudão.
Fonte: Akhberelyoum
HWR pede entendimento urgente sobre tribunal para crimes de guerra no Sudão do Sul

Data: 09.10.2019
A organização Human Rights Watch (HWR) pediu no dia 9 de outubro de 2019 entendimento urgente sobre a criação de um tribunal híbrido independente para crimes de guerra no Sudão do Sul em carta ao governo sudanês e à União Africana. O referido tribunal juntaria juízes e procuradores do Sudão do Sul e demais países africanos, visto que para a HWR, o Estado sudanês não teria capacidade jurídica para tratar casos tão complexos e de grande sensibilidade sozinho. “Um tribunal independente que leve à justiça os responsáveis pelos piores crimes é crucial para uma paz duradoura (…) um muito necessário fórum para construir um entendimento e compromisso comuns com o tribunal.”, aponta Carine Kaneza Nantulya, diretora da HRW para África.
Governo de Uganda nega a possibilidade da reintrodução da lei “Kill the Gays”
Data: 13.10.2019
Após a divulgação de relatórios que diziam que Uganda planejava reintroduzir uma lei que colocava o sexo gay como crime com pena de morte, o governo ugandês oficialmente negou essas alegações. A lei, conhecida como “Kill the Gays”, foi introduzida no país pela primeira vez em 2009, quando recebeu fortes rechaçamentos de ativistas locais e internacionais. Dessa vez não foi diferente, já que doadores imprescindíveis de verba, como os Estados Unidos e a comunidade europeia logo se pronunciaram, considerando a suspensão de doações ao país e oferecendo apoio à comunidade LGBTI+ de Uganda, caso fossem reais as declarações sobre a  reintrodução da lei anti-gays. Na África, estão presentes diversas penalidades severas em relação aos relacionamentos homossexuais e até mesmo um ministro ugandês havia se posicionado em favor da volta da lei “Kill the Gays” antes da situação ser negada oficialmente, o que mostra como a sociedade africana ainda tem muito que lutar em relação aos direitos  LGBTI+.

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