Clipping África Austral #53

Ex-Presidente da África do Sul, acusado de corrupção, diz que a comissão investigativa é tendenciosa contra ele

Data: 29/09/2020

O ex-Presidente, Jacob Zuma, não compareceu novamente perante a Comissão Investigativa de Corrupção que investiga as acusações de favorecimento de empresas indianas em contratos lucrativos com empresas estatais durante seu mandato. Jacob Zuma estava há nove anos no poder quando as alegações de corrupção passaram a persegui-lo, o levando a renunciar em fevereiro de 2018. De acordo com a defesa, Zuma se encontra muito doente para poder testemunhar e solicita que o chefe da Comissão Investigativa de Corrupção se afaste do caso por não possuir atitudes imparciais quando se trata do ex-presidente. O vice-presidente da Justiça, Raymond Zondo, definiu uma data “não negociável” para o testemunho de Jacob Zuma, a qual não foi divulgada.

Fonte: BBC

Zimbábue: governo acusa opositores de contrabando de armas de guerra

Data: 29/09/2020

O governo do Zimbábue acusou a oposição de contrabandear armas para uma suposta tentativa de derrubar o governo do atual presidente, Emmerson Mnangagwa. O Ministro da Segurança do Estado, Owen Ncube, disse a jornalistas que a oposição estava tentando levar o país ao caos, logo depois de protestos generalizados contra a corrupção e a deterioração da situação econômica no país. O ministro acusou ainda a participação dos Estados Unidos nesta alegada operação, acusando a potência de patrocinar os grupos de oposição por ter interesses em destruir as bases democráticas do Zimbábue para torná-lo ingovernável e justificar a intervenção estrangeira. Até mesmo o embaixador dos EUA no Zimbábue, Brian Nichols, foi chamado de “bandido” e ameaçado de expulsão do país.  Em contrapartida, o principal partido da oposição do país, o MDC Alliance, afirma estar sob ameaça do governo do presidente Mnangagwa, que tenta criar um Estado de partido único.

Fonte: All Africa

Malawi: proposta para flexibilização da lei de aborto sofre oposição religiosa

Data: 30/09/2020

Atualmente, o Malawi permite a realização do aborto apenas em caso de risco de vida da gestante, o que faz muitas mulheres recorrerem a abortos clandestinos e coloca o país na lista das  maiores taxas de mortalidade materna do mundo. Neste sentido, legisladores do país estão pressionando por um projeto de lei que permitiria o aborto em casos de estupro, incesto ou quando a gravidez coloque em risco, além da saúde física, também a saúde mental da mãe. No entanto, o projeto sofre forte resistência de grupos religiosos no país. Em uma declaração conjunta, os líderes dos três principais grupos cristãos e da Associação Muçulmana do Malawi disseram que o governo não deveria apoiar o projeto de lei, avisando que organizariam protestos caso ele fosse adiante.

Fonte: All Africa

Governo de Zimbabwe ameaça substituir professores em greve por docentes desempregados

Data: 30/09/2020

A reabertura das escolas em Zimbabwe foi marcada por uma greve de professores que alegam remuneração insuficiente, exigindo que recebessem ao menos 540 dólares americanos. Dessa forma, cerca de 60% dos trabalhadores não compareceram às aulas em forma de protesto. À vista disso, o governo de Zimbabwe anunciou que vai substituir os professores que estão em greve por outros 10 mil qualificados que estão desempregados, tendo como justificativa para agir dessa maneira o fato que os alunos não iam à escola desde março.

Fonte: E-Global

Angola: Anistia Internacional condena “violência gratuita” da polícia contra cidadãos

Data: 01/10/2020

De acordo com a Anistia Internacional, policiais em Angola são responsáveis pelo uso excessivo da força e violência contra cidadãos durante o período da pandemia de Covid-19. Com as medidas estabelecidas durante o período de estado de emergência no país, dezenas de pessoas foram mortas ou presas indevidamente em intervenções policiais para obrigar ao cumprimento do uso de máscara.  A organização de direitos humanos condenou os abusos policiais e afirmou que as forças de segurança do país têm de se atualizar e agir em respeito dos direitos civis e políticos dos cidadãos.

 Fonte: Notícias ao Minuto

Zimbabwe mantém as fronteiras fechadas mas abre aeroportos aos visitantes

Data: 01/10/2020

O Estado, no dia 1º de outubro, reabriu as fronteiras para entrada de passageiros aéreos, mas manteve as terrestres fechadas devido a pandemia do Covid-19. Antes, só tinham permissão de entrar os residentes e cargas comerciais. Com essa permissão, apenas os aeroportos estarão abertos para entrada e saída. A fronteira de Beitbridge com a África do Sul, que possui grande circulação de pessoas, com mais de 600.000 de trabalhadores do Zimbabwe vivendo e trabalhando no país, também permanecerá fechada. A África do Sul igualmente reabriu as suas fronteiras, com restrição para países com alta taxa de infecção. Além disso, ambos os países irão exigir dos visitantes um teste negativo de Covid-19 e que, em caso de sintomas, poderá feito nos aeroportos.

Fonte: E-Global

Presidente de Zâmbia criará comissão de inquérito sobre os processos de privatização

Data: 01/10/2020

O presidente de Zâmbia, Edgar Lungu, garantiu que será instituída uma comissão de inquérito para examinar os processos de privatização no país. O Chefe de Estado recebeu petições da Iniciativa de Jovens Líderes Africanos (YALI) e de outros grupos de jovens solicitando-lhe a criação da comissão. Os jovens pontuam que os pais perderam empregos, sofreram de depressão e vivem em condições de pobreza por causa das privatizações. Segundo declarou o presidente: “É apenas uma questão de tempo e a Comissão será instituída. Este assunto é de grande interesse nacional. (…) Também tenho pessoas que me pressionam sobre o assunto, mas como eu disse, a vontade do povo reina suprema”. O Chefe de Estado afirmou ainda que irá consultar também os investidores em privatização há anos no país e, tendo ouvido a todos, irá refletir sobre o assunto e fará algumas consultas antes de instituir a Comissão.

Fonte: Lusaka Times

Problemas durante a reabertura das fronteiras entre o Reino de Essuatíni e a África do Sul

Data: 02/10/2020

A reabertura das fronteiras do Reino de Essuatíni (antiga Suazilândia) apresentou problemas quando caminhoneiros do país com destino à África do Sul foram obrigados a apresentar certificados de teste COVID-19 de 72 horas. A medida seguiu as orientações emitidas pela Ministra da Saúde, Lizzie Nkosi, que complementam a posição anunciada pela África do Sul recentemente. Contuto, as diretrizes não explicavam como o novo acordo afetaria os motoristas de caminhão e serviços essenciais. Quando as fronteiras foram reabertas no dia 1º de outubro, os caminhoneiros foram surpreendidos com a ordem de apresentar o documento. O Ministro do Comércio e Indústria, Manqoba Khumalo, contatou seu homólogo sul-africano, Ebrahim Patel, e resolveu a situação, evitando o risco de os motoristas bloquearem o tráfego, principalmente nas fronteiras maiores e comerciais. Após o compromisso, Khumalo disse que as viagens de negócios permaneceram desimpedidas, apesar da necessidade de produzir resultados de testes COVID-19 recentes.

Fonte: Eswatini Observer

Orientações do governo do Reino de Essuatíni sobre o COVID-19

Data: 02/10/2020

O Primeiro Ministro do Reino de Essuatíni, Ambrose Mandvulo Dlamini, declarou que só se dirigirá à nação com orientações sobre a pandemia depois que seu Gabinete examinar o relatório de status do COVID-19 enviado pela Ministra da Saúde, Lizzie Nkosi, no dia 1º de outubro. O Primeiro Ministro prometeu que faria um anúncio sobre a proibição do álcool e outras áreas afetadas pelo bloqueio parcial instaurado no país, mas considerou ser mais seguro, primeiro, avaliar a situação a partir do relatório do Ministério da Saúde. Uma série de partes interessadas, como comerciantes de bebidas alcoólicas, representantes de esportes, da indústria do entretenimento e algumas empresas aguardam as orientações do governo. A ministra Nkosi disse que o número de recuperações de COVID-19 no país melhorou, mas o ministério espera atingir uma taxa de recuperação de 90%.

Fonte: Eswatini Observer

Estátua com o busto de Gandhi é colocado em Malawi, apesar dos protestos

Data: 02/10/2020

Um busto de Mahatma Gandhi, figura importante da independência indiana, foi erguido em Lilongwe, capital do Malawi. A cerimônia de inauguração contou com a presença do Ministro das Relações Exteriores, Eisenhower Mkaka, que elogiou Gandhi. Dois anos antes, uma estátua de Gandhi foi impedida de ser erguida em Blantyre, no sul do país. Quem é contrário às estátuas, se denominam como movimento Gandhi Must Fall, e dizem que o líder indiano fazia calúnias raciais contra os negros africanos e levaram o caso aos tribunais em 2018.

Fonte: BBC


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