Clipping Grandes Lagos #69

Dois homens condenados por conspiração com o Al-Shabaab pelo ataque de Westgate na Quênia 

07/10/2020

Um tribunal na Quênia considerou dois homens como culpados nesta quarta-feira, por conspirar com os extremistas do Al-Shabaab, que mataram 67 pessoas em um ataque armado no luxuoso shopping Westgate, em Nairóbi em 2013. No dia 21 de setembro de 2013, quatro homens entraram no shopping Westgate e jogaram granadas e atiraram contra comerciantes e consumidores, persistindo por quatro dias e ganhando muita atenção mediática ao ser transmitido ao vivo pela televisão.  O ataque foi reivindicado pelo Al-Shabaab em retaliação à uma intervenção militar executada pelo governo na fronteira com a Somália, onde o grupo islâmico travava uma rebelião sangrenta contra o governo central. Com um processo iniciado em janeiro 2014, um juiz determinou Ahmed Abdi e Hassan Hussein Mustafa culpados de conspiração com os quatro atiradores que morreram em um dos piores ataques terroristas na Quênia em 15 anos. Um terceiro acusado, Liban Abdullahi Omar, foi dado o “benefício da dúvida” pelo Magistrado Andayi e foi absolvido de todas as acusações. Segundo o juiz responsável pela condenação, os homens acusados mantiveram “constante comunicação com os atiradores” (DAILY MONITOR, 2020), o que demonstra que eles não eram somente amigos, como foi defendido. Apesar de não existir nenhuma prova específica de que os acusados tenham dado ajuda material aos atiradores, o Magistrado Andayi se diz satisfeito com sua condenação pois “(…) a comunicação com os atiradores apoiavam seus esforços” (DAILY MONITOR, 2020).

Fonte:Daily Monitor

Foto: ACT-Wazalendo via African Arguments

A oposição realmente poderia obter uma vitória surpreendente na eleição da Tanzânia?

06/10/2020

Para muitos analistas políticos, o resultado das eleições gerais do dia 28 de outubro na Tanzânia já estão definidos: o Presidente John Magufuli ganhará um segundo termo, reforçado pelos benefícios de seu primeiro mandato e apoiado pelo partido político mais forte do país, o Chama Cha Mapinduzi (CCM). Nas eleições de 2015 Magufuli tomou poder com uma aprovação de 58,46%, popularidade que veio diminuindo desde então. Além disso, a confiança dos analistas políticas se solidifica na perseguição da oposição ao governo, com intimidação, acusações alegadamente inventadas e sentenças de prisão contra membros da oposição. No entanto, a oposição ainda acha que pode ter uma vitória com um resultado inesperado. A premissa da oposição para tal é que a impopularidade do governo, junto à fendas no CCM, pode mudar o resultado das eleições. E, enquanto pode existir alguma verdade nas afirmações da oposição, a chance deles ganharem também é reduzida por motivos como: a fragmentação da oposição, com os dois partidos principais, o Chadema e o ACT-Wazalendo, tendo dificuldades em cooperar e; a necessidade dos partidos em qualificarem por apoio financeiro, que é vital para a manutenção dos partidos.

Fonte: African Arguments

Egito busca apoio da Quênia em luta com a Etiópia sobre barragem

07/10/2020

Em uma briga com a Etiópia em relação de uma barragem construída ao longo do rio Nilo, o Egito buscou apoio da Quênia para atingir uma solução amigável. Em uma reunião entre os presidentes Uhuru Kenyatta, da Quênia, e Abdel Fattah al-Sissi, do Egito, foi discutido para além de assuntos de paz regional, segurança, comércio e a resposta africana ao COVID-19, soluções para o conflito interestatal da Represa do Renascimento (Grand Ethiopian Renaissance Dam – GERD), atualmente sob construção no Nilo Azul. Segundo um porta-voz do al-Sissi, “a reunião abordou os últimos desenvolvimento regionais de interesse mútuo, especialmente em relação à questão da Represa do Renascimento, onde foi acordado intensificar a coordenação entre os dois países no próximo período sobre esta questão sensível e vital.” (NATION, 2020). O projeto, de cerca de USD  4,8 bilhões, servirá o direito da Etiópia em gerar energia elétrica, com oficiais em Addis Ababa afirmando que a represa não reteria ou desviaria o fluxo da água. Os egípcios, todavia, afirmam que o projeto é uma questão de segurança nacional, dado a importância da água do Nilo para o povo egípcio, por onde 85% advém do Nilo Azul. A Quênia afirma que uma solução deveria ser buscado através da União Africana, argumentando que ‘entidades externas’ poderiam trazer seus próprios interesses ao assunto, como aconteceu com os Estados Unidos que tentaram formalizar um acordo entre as partes.

Fonte:Nation

Presidentes de Angola, RDCongo, Uganda e Ruanda reúnem-se em conferência, Burundi ausente

08/10/2020

Um reunião sobre segurança na sub-região dos Grandes Lagos começou esta quarta-feira por videoconferência, contando com a presença dos presidentes da Angola, de Ruanda, da Uganda e da República Democrática do Congo (RDC). O objetivo da reunião é conseguir um reforço das relações de boa vizinhança entre os países, especialmente para combinarem esforços em prol da cooperação, pacificação e estabilização da RDC. Além disso, os líderes decidiram também discutir “situação política, diplomática e de segurança, a cooperação sanitária (…) contra a COVID-19” (OBSERVADOR, 2020, parágrafo 5). Dessa forma esta conferência é de extrema importância para a região, no entanto, o Burundi se fez ausente. Tendo rejeitado o convite de participação. O Burundi decidiu, invés disso, encorajar um intercâmbio de informações e inteligência com a RDC e organizar patrulhas para controlar a navegação no Lago Tanganica, que se encontra na fronteira entre os dois países. O Burundi não se posicionou sobre as outras temáticas tratadas na reunião.

Fonte: Observador


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