Clipping Chifre da África #72

Analistas econômicos questionam grandes empréstimos do Sudão do Sul

Por Ana Carolina Diniz Paiva em 07/10/2020

O Sudão do Sul, cuja receita depende em aproximadamente 99% da produção de petróleo, tem enfrentado uma grave crise econômica. No mês passado, a presidente da Comissão de Direitos Humanos da ONU no Sudão do Sul, Yasmin Sooka, declarou, por meio de um relatório enviado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, que a corrupção financeira no país – que tem atingido uma escala épica nos últimos tempos – é responsável pela destruição de muitas vidas. Ela ainda enfatizou que “as elites políticas do Sudão do Sul estão lutando pelo controle do petróleo e dos recursos minerais do país, roubando o futuro de seu povo”. 

Com o intuito de amenizar os problemas econômicos, o Sudão do Sul pegou US $ 88 milhões em empréstimos do Banco de Exportação e Importação da África (Afreximbank) – instituição financeira multilateral pan-africana. No entanto, tal medida tem divergido opiniões entre alguns analistas econômicos sul-sudaneses. Para Michael Makuei – ministro da Informação do país – é necessário que se aumente o valor do empréstimo, pensando, também, no impacto comercial causado pela pandemia. Por outro lado, o analista econômico, Ahmed Morgan, chama atenção para a falta de finalidade do empréstimo tomado pelo governo. Para ele, tomar emprestado para remediar uma crise econômica em tais proporções não seria um método efetivo. 

Fonte: VOA (“Voice of America”) – serviço oficial de radiodifusão internacional financiado pelos Estados Unidos e autorizado a operar exclusivamente fora de território estadunidense. 

Disponível em: <https://www.voanews.com/africa/south-sudan-focus/economic-analysts-question-south-sudans-large-loans

Somália define datas de eleições e dobra taxas de candidatos

Por Isadora Marinho em 8/10/2020

Em uma reunião do presidente somali, Mohamed Farmaajo, com os 5 líderes de cada unidade federativa e com o prefeito de Mogadishu no Fórum Consultivo Eleitoral, foram marcadas as próximas eleições na Somália para o final de 2020 e início de 2021, a qual manterá o modelo de eleição de delegados baseado em clãs. Nesse sistema eleitoral, os parlamentares da Câmara Baixa são eleitos através de delegações escolhidas pelos anciões dos clãs juntamente com o corpo eleitoral. Nesse sentido, será um total de 275 membros da Câmara Baixa, que serão eleitos por  várias regiões do país. Além disso, foram decididas novas taxas de inscrição para esses cargos, dobrando esse valor em relação a anos anteriores. Então, as eleições para o Senado ficaram marcadas para os dias 1º a 10 de dezembro, ao passo que a votação para a Câmara Baixa será realizada de 10 a 27 do mesmo mês e as eleições presidenciais ocorrerão no dia 8 de fevereiro de 2021. Ainda convém mencionar que houve uma concordância em criar um comitê de resolução de conflitos, o qual teria como objetivo manter a integridade do sistema eleitoral, garantir uma resolução justa de quaisquer conflitos que possam surgir, preservar os direitos do eleitorado e dos candidatos durante esse período de eleições, assim como irá garantir que 30% da quota destinada para mulheres seja cumprida. 

Fonte: The East African – Principal jornal da África Oriental do mundo.

Disponível em: <https://www.theeastafrican.co.ke/tea/news/east-africa/somalia-sets-election-dates-doubles-candidates-fees–2455238&gt;.

Danakali seleciona Aggreko para impulsionar o projeto Colluli SOP na Eritreia

Por Júlia Oliveira em 09/10/2020

A companhia de exploração de sulfato de potássio, Danakali, encontra-se próxima de desenvolver o seu principal projeto joint venture (associação entre duas entidades) Colluli na Eritreia – projeto este que visa a produção de potássio – após nomear a Aggreko, atualmente listada na Bolsa de Valores de Londres, como a contratada de energia do projeto. Deste modo, a Aggreko assume a responsabilidade pelo fornecimento, comissionamento, manutenção e operação da usina por cinco anos. Segundo a Danakali, a Aggreko possui ampla experiência no fornecimento de energia de alta qualidade e, além disso, já desenvolveu outros trabalhos na Eritreia, tendo em vista que em 2012 foram iniciadas atividades de fornecimento de “energia fora da rede” para a mina de ouro Bisha, a qual emprega diversos trabalhadores da Eritreia. Mediante a utilização da solução de óleo combustível pesado térmico – thermal heavy fuel oil (HFO) em inglês -, espera-se que o impacto ambiental seja pequeno e que, após o desenvolvimento do projeto atingir um estado estável, as fontes de energia serão diversificadas em fontes renováveis.

No que se refere ao Projeto Colluli SOP, tem-se que a Danakali possui 50% da Colluli, enquanto que a Eritrean National Mining Corporation detém a outra parte restante. As aprovações de desenvolvimento da mina foram certificadas para a Colluli no final de julho de 2020 e, à vista disso, a Danakali possui como meta a primeira produção em dois anos. Desta forma, a produção de base apresenta-se como uma reserva massiva de 1.1 bilhão de toneladas, que é capaz de sustentar uma vida útil de mina multigeracional por cerca de 200 anos. A Colluli encontra-se a 75km da costa do Mar Vermelho, posição esta que é privilegiada para abastecer os mercados que mais crescem hoje no mundo.

Fonte: Small Caps – Site da  Austrália para notícias de mercado e informações sobre empresas de small cap (com ações de baixa capitalização) listadas pela ASX (Australian Stock Exchange).

Disponível em: <https://smallcaps.com.au/danakali-selects-aggreko-power-colluli-sop-project-eritrea/>.

O fornecimento de energia renovável e a estratégia empoderamento juvenil da Eritreia

Por Larissa Cimini em 13/10

A barragem Logo, na Eritreia, tem sido usada como suprimento de água potável e para irrigar fazendas comerciais de pequena escala, de forma a aumentar os padrões de vida das comunidades nos vilarejos em volta da barragem. Recentemente, mais ainda está sendo feito, como esforços na geração de energia solar para ser usada na agricultura moderna e nas residências nas aldeias. Esse é o Projeto Piloto Desenvolvimentista do Logo. Em 2017, a energia renovável ainda era uma novidade para a Eritreia, então, inicialmente, a Usina Solar de Logo foi um local de aprendizado para a geração de energia suficiente, antes de prover os serviços como hoje. Assim como em outras usinas pelo país, o trabalho começou com poucos engenheiros, incluindo formados no Instituto de Tecnologia da Eritreia e alguns estrangeiros. Tempo depois, as atividades se tornaram exclusivas para profissionais eritreus.

A estratégia fundamental do governo para o desenvolvimento nacional é dar ênfase no empoderamento de jovens, por meio de treinamento e desenvolvimento profissional para milhares de eritreus refinarem suas habilidades no campo da energia solar. Com essa experiência no início de suas carreiras, os profissionais futuramente são instrutores de outros recém-graduados e em centros de treinamento vocacional. A E-Tech (fábrica de montagem de computadores que também supervisiona usina de energia solar) auxilia jovens trabalhadores e estudantes para desenvolverem seus conhecimentos e monitora o trabalho para garantir os objetivos: a provisão de energia sustentável e renovável e a capacitação juvenil. 

Fonte: Fonte: Tesfa News – blog online com notícias diárias sobre Eritreia e Etiópia

Disponível em: <https://www.tesfanews.net/eritrea-renewable-energy-youth-empowerment-strategy/&gt;. 

Plano de retirada das tropas estadunidenses traz ansiedade na Somália 

Por Juliana Rossi em 13/10

A guerra contra o terrorismo na Somalia está longe de um ponto final. Com a ordem de retirada das tropas estadunidenses para cumprir uma promessa de campanha de 2016 de trazer soldados americanos a lugares como Afeganistão, Síria e Alemanha pode trazer sequelas graves ao país em crise, para uma jogada política em meio a uma campanha eleitoral americana.

Entretanto, a ordem não foi concretizada por reconhecerem que sem ajuda das tropas estadunidenses a AMISOM – Missão da União Africana na Somália – é menos efetiva, já que a ajuda aérea no combate ao grupo terrorista Al-Shabab com bombas e satélites são essenciais. Em apelo, o presidente da Somália,  Abdullahi Muhammed Farmajo, publicou na rede social Twitter que apenas as tropas estadunidenses podem terminar o confronto em seu território efetivamente e trazer paz ao Chifre da África. 

A AMISOM também se pronunciou ao jornal East African, afirmando que depende do Conselho das Nações Unidas e do Conselho da União da Paz e Segurança Africana para guiar os Estados Unidos na decisão se as tropas serão retiradas ou não. Todos esses fatores geram uma ansiedade para Somália sobre como será a sua relação com o grupo terrorista após as tropas saírem do território. 

Fonte: The East African – Principal jornal da África Oriental do mundo. 

Disponível em: <https://www.theeastafrican.co.ke/tea/news/east-africa/plan-to-withdraw-us-soldiers-sparks-anxiety-in-somalia-2484854>

Fonte: https://www.theeastafrican.co.ke/tea/news/east-africa/plan-to-withdraw-us-soldiers-sparks-anxiety-in-somalia-2484854 


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