Clipping Chifre da África #73

Refugiadas da Somália fogem da guerra e quebraram barreiras no esporte

Por Ana Carolina Diniz Paiva em 17/10/2020

Jahawir Roble nasceu na Somália, e sua paixão, desde criança, é o futebol. Quando pequena, brincava na rua e sempre jogava com os meninos, já que não existiam times femininos. No entanto, sua realidade de jogos e brincadeiras sofreu uma drástica mudança quando a guerra civil estourou no país. Ela perdeu familiares e conhecidos, e em 2004 teve que deixar o país às pressas com sua família, sem ao menos se despedir de seus amigos. Ao chegar em Londres, a proximidade com o futebol inglês fez sua paixão pelo esporte crescer, e assim, teve início sua incrível jornada no futebol. Assim como Jahawir, Ramla perdeu familiares na guerra civil somali, incluindo seu irmão. Ela e sua família também buscaram abrigo na Inglaterra, tendo fugido da Somália no início dos 1990 em um barco superlotado. Quando era adolescente, Ramla sofreu bullying na escola por estar “acima do peso” e se envergonhava de suas próprias origens. Ela, então, começou a lutar boxe e, mesmo escondida de sua rígida família muçulmana, deu início à sua história de grande destaque dentro do esporte. Nos últimos anos, Ramla atraiu o interesse de marcas e assinou contrato com uma agência de modelos, tendo sido capa na revista Vogue britânica em setembro de 2019, ao lado de Greta Thunberg e Jacinda Ardern. Assim como ela, Jahawir também se destaca cada vez mais, tendo sido convidada a integrar uma campanha da Uefa de inclusão feminina no futebol. Ela é árbitra de ligas de Londres e regiões vizinhas e ambiciona poder trabalhar na primeira divisão do Campeonato Inglês. Em entrevista, ela declarou: “fico feliz de representar as mulheres, a minha cultura, a minha religião. E, sim, precisamos de mais árbitras”. 

Fonte: Folha de São Paulo

Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2020/10/refugiadas-da-somalia-viram-pioneiras-no-boxe-e-no-futebol-ingles.shtml>

Sudão do Sul pede intercâmbio de experiências agrícolas

Por Larissa Cimini em 17/10

A Ministra da Agricultura e Segurança Alimentar do Sudão do Sul, Josephine Lagu, fez um pedido de troca de experiências em agricultura com seu vizinho, Sudão, durante uma visita oficial à capital Cartum. Ela advogou pelo fortalecimento dos laços nessa matéria, uma vez que “o Sudão tem experiências na área agrícola, o que é comprovado pelos seus modelos avançados no campo da segurança alimentar”. Em resposta, Abdel Gadir Terkawi, o Ministro da Agricultura e Recursos Naturais do Sudão, incentivou a coordenação entre ambos e, durante a estadia, a delegação sul-sudanesa irá tomar conhecimento de alguns projetos nos setores público e privado.

Em 2012, o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir Mayardit, anunciou o objetivo de atingir autossuficiência alimentar e o Ministério da Agricultura iniciou esforços para transformação agrícola e para identificar oportunidade para investidores e para agronegócios externos. Apesar de apenas 5% da terra do país ser cultivada, há abundantes recursos hídricos na bacia do Nilo e muitos bens florestais. Importante ressaltar que, mesmo com essas iniciativas governamentais, o país ainda tem uma situação muito preocupante. Em fevereiro de 2020, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) afirmou que o Sudão do Sul permanece um dos mais inseguros do mundo no campo alimentar, com mais da metade da população passando fome – em torno de 6.5 milhões, 51%.

Fonte: Sudan Tribune – site sem fins lucrativos criado em 2003 para promover informação plural sobre o Sudão.

Disponível em: <https://sudantribune.com/spip.php?article69942>.

Andersen Global adiciona cobertura na África Oriental com firma colaboradora em Djibouti

Por Lorrayne Batista em 19/10/2020

A Andersen Global, uma associação internacional de firmas independentes compostas por profissionais das áreas tributária e jurídica, atua ao redor do mundo em mais de 207 localidades oferecendo serviços nesses setores, incluindo no continente africano. Nessa conjuntura, com a intenção de desenvolver ainda mais a influência da sua atual plataforma na África Oriental, a organização decidiu atuar, também, no mercado emergente de Djibouti, por meio de um acordo de colaboração com a Cabinet Avocats & Associés (CAA) – uma firma de advocacia de serviço completo que assessora clientes dos mais diversos setores, entre eles, marítimo, investimentos, infraestrutura, societário e comercial, tributário e litígios

Mark Vorsatz, presidente do conselho da Andersen Global e CEO da Andersen, aduziu a importância do seu estabelecimento no território djiboutiano e afirmou que “a África segue sendo um mercado importante para empresas globais […]”. Além disso, Vorsatz também afirmou a relevância da parceria com a CAA, alegando que ela “proporcionará à […] organização uma vantagem competitiva no Djibouti e na África Oriental, além de cobertura adicional para que [possam] continuar atendendo a[os] clientes da melhor forma.”. Dessa forma, Mohamed Abayazid e Ahmed Abdourahman, sócios e representantes da Andersen Global, declararam que o novo negócio irá atender às especialidades de empresas estrangeiras e investidores internacionais, movimentando a economia de Djibouti.

Fonte: Business Wire – empresa norte-americana subsidiária que atua na distribuição de notícias comerciais.

Disponível em: <businesswire.com/news/home/20201016005246/da/>

Pelo menos 10 migrantes africanos morrem na costa do Djibouti

Por Isadora Marinho em 19/10/2020

Segundo relatório feito pela Organização Internacional de Migrações (OIM), cerca de 10 africanos perderam suas vidas em uma tentativa de travessia do Iêmen em direção à Djibouti. Previamente, a OMI havia feito uma declaração na qual dizia que o Iêmen já recebeu mais de 2 mil migrantes africanos, originários da Somália e Etiópia, que procuravam entrar na Arábia Saudita, mas falharam. Devido ao difícil acesso a alimentos e à violência presente nesses dois países africanos, uma grande leva de migrantes tem se esforçado para atravessar a fronteira entre Iêmen e Arábia Saudita à  procura de melhores condições de vida. Entretanto, em virtude das medidas de proteção contra a propagação da COVID-19, o Reino da Arábia Saudita fechou suas fronteiras, o que tem impedido os migrantes de chegarem ao seu destino, além de se exporem ao risco de contágio ao longo desta rota migratória. Como se não fosse o suficiente, quando não conseguem alcançar seu objetivo e tentam voltar para seus países de origem, têm que atravessar o Golfo de Aden em embarcações em condições preocupantes, que foi onde os 10 imigrantes registrados morreram. No entanto, os que conseguem cruzar o oceano com vida, ainda precisam caminhar até a cidade de Obock, atravessando um deserto no Djibouti, chegando cansados, com fome e necessitando de assistência médica. Além disso, a OIM afirmou que 1.239 emigrantes etíopes não conseguiam sair do Djibouti por meses, incapazes de voltarem para suas casas ou seguir para o Iêmen. As autoridades djiboutianas, com apoio da organização internacional, construíram um local de quarentena para migrantes de forma que se pudesse reduzir o risco de infecção pelo COVID-19.

Fonte: Anadolu Agency – Agência de notícias estatal com sede em Ancara, Turquia. Disponível em: <https://www.aa.com.tr/en/africa/at-least-10-african-migrants-die-off-djibouti-shore/2007840&gt;.

Fonte: <https://bit.ly/35RbC08&gt;.


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