Clipping África Austral #60

Jornalistas angolanos exigem explicações à Polícia Nacional por violência contra profissionais que cobriam a manifestação de 11 de novembro, em Luanda

Data: 17/11/2020

O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) exige à Polícia Nacional o pagamento dos materiais de jornalistas danificados pelos agentes que reprimiram as últimas manifestações que aconteceram em Luanda. A direção do órgão condenou as agressões e humilhações de que foram vítimas profissionais que cobriam a violência policial contra os manifestantes que exigiam melhores condições de vida e implantação das autarquias no país, no dia 11 de novembro. Na última semana, o correspondente da Rádio Ecclesia em Cabinda, Cristóvão Luemba, foi detido dentro da redação da emissora por ter noticiado os preparativos da manifestação de 11 de novembro. Os agentes do Serviço de Investigação Criminal (SIC) que o detiveram não apresentaram nenhuma ordem de detenção. Além disso, no dia do protesto, vários repórteres foram agredidos e detidos.

Fonte: Deutsche Welle

Zâmbia diz que não pagou a dívida para tratar credores de forma igual

Data: 18/11/2020

De acordo com o chefe do Banco Central da Zâmbia, Christopher Mvunga, o país não cumpriu com o pagamento das prestações de sua dívida externa para tratar todos os credores de forma igual, e não por falta de dinheiro. Mvunga reconheceu que a situação financeira da Zâmbia se encontra “muito difícil”, o que não possibilitaria pagar a todos os credores. Ele afirma que, por este motivo, após a rejeição da moratória de seis meses pedida em setembro, não foi feito o pagamento de 42,5 milhões de dólares referentes a uma emissão de mil milhões de dólares oferecida ao país. Sendo o primeiro Estado africano a entrar em “default” (descumprimento financeiro) durante a pandemia de Covid-19, o ministro das Finanças da Zâmbia espera receber o diretor do departamento africano do Fundo Monetário Internacional (FMI) para debater as alternativas para o país.

Fonte: Notícias ao Minuto

Escalada da violência nos protestos em Angola

Data: 19/11/2020

Desde o mês de outubro, a Polícia Nacional de Angola reprimiu fortemente duas tentativas de manifestação em Luanda, capital do país, para reivindicar melhores condições de vida e eleições autárquicas em 2021. Na sequência do último protesto, realizado no Dia da Independência, 11 de novembro, morreu um estudante, Inocêncio de Matos, em circunstâncias ainda não apuradas. O ativista luso-angolano Luaty Beirão tentou participar da manifestação do dia 11, mas foi impedido pela polícia que confiscou alguns bens e deu voz de detenção. O ativista questionou os procedimentos das autoridades, que impediram as pessoas de caminhar na via pública e obrigaram a entregar objetos pessoais, como celulares, câmeras de filmagem e cartazes de protesto, e apresentou queixa ao departamento de inspeção do comando provincial de Luanda. A embaixadora da União Europeia em Angola manifestou preocupação com o respeito pelas liberdades e garantias dos cidadãos e os Ministros angolanos da Justiça e do Interior reconheceram excessos na intervenção policial.

Fonte: Deutsche Welle

Jornalistas sobrevivem 15 dias nas matas para fugir a ataques em Moçambique

Data: 19/11/2020

Os nove jornalistas que compõem a redação da Rádio Comunitária São Francisco de Assis, de Cabo Delgado, norte de Moçambique, se encontram em zonas aparentemente seguras, depois de terem sobrevivido 15 dias nas matas devido aos ataques realizados por rebeldes. Os jornalistas deixaram tudo para trás e agora vivem “em condições precárias”, como milhares de outros deslocados. Tal como acontece com outros refugiados, alguns membros do grupo perderam familiares, assassinados em Muidumbe pelos rebeldes que aterrorizam a província.

Fonte: Jornal de Notícias

Madagascar está se fragmentando para formar várias ilhas menores

Data: 19/11/2020

Em tempos pré-históricos, há cerca de 88 milhões de anos, Madagascar se separou do subcontinente indiano. Agora, um novo estudo mostra que a ilha está se dividindo novamente, desta vez em ilhas menores. A divisão gradual do continente africano ao longo da região oriental tem sido um importante assunto geológico centrado no sistema de Rift da África Oriental. As ilhas de Madagascar situam-se em duas placas tectônicas: a placa somali ao norte e a microplaca Lwandle ao sul. Foi descoberto que Madagascar está ativamente se separando com o sul de Madagascar movendo-se com a microplaca Lwandle – um pequeno bloco tectônico, enquanto um pedaço do centro-leste e sul de Madagascar se movendo com a placa somali – uma placa muito maior. O resto da ilha estava se dividindo em várias formas e tamanhos diferentes.

Fonte: World Economic Forum

Moçambique e Tanzânia fecham acordo para combater terrorismo

Data: 20/11/2020

Bernardino Rafael, Comandante-geral da polícia de Moçambique, anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com as autoridades da Tanzânia que visa partilhar informações e reforçar as patrulhas para travar a insurgência terrorista. Segundo o comandante, o objetivo é trabalhar em conjunto com as populações que estão ao longo do rio Rovuma para denunciarem a possível movimentação ou travessia dos terroristas de um lado ao outro. Na quinta-feira (19/11), a polícia da Tanzânia deteve pessoas que estavam na iminência de se juntar aos militantes islâmicos que têm semeado o terror no norte de Moçambique.

Fonte: Deutsche Welle

Covid-19: OMS reforça capacidade de testagem de Moçambique

Data: 20/11/2020

Conforme anunciado pelo representante interino da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Moçambique, Tomás Valdez, a organização disponibilizou ao Ministério da Saúde de Moçambique equipamentos para o reforço da capacidade de testagem para o novo coronavírus do país. A OMC contribuiu com a aquisição de dois equipamentos PCR, que, para além de possibilitar um maior número de realização de testes, servem para continuar com o processo de descentralização da testagem.

Fonte: Plataforma Media

África do Sul: ativistas anti-racismo protestam contra festa de formatura “só para brancos”

Data: 20/11/2020

A polícia sul-africana disparou gás lacrimogêneo contra manifestantes que protestavam em oposição a uma festa de formatura do Colégio Brackenfell, em que apenas alunos e professores brancos foram convidados. Segundo Fahmida Miller, a polícia agiu com hostilidade frente a um protesto “bastante pacífico”. O grupo continha 2.000 membros do partido radical de esquerda Economic Freedom Fighters. Esse é apenas um caso de uma série de manifestações contra o racismo dentro da instituição. De acordo com o grupo diretivo do colégio, a festa foi organizada por um grupo privado de pais de alunos, e que, portanto, fora do controle da instituição. Além disso, na carta ao país, o colégio declarou se distanciar da alegação de que são tolerantes a eventos reservados para grupos raciais.

Fonte: Al Jazeera

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