Clipping Grandes Lagos #76

Samia da Tanzânia fará história como primeira presidente mulher

18/03/2021

Samia Hassan era vice-presidente da Tanzânia e está prestes a se tornar a primeira líder feminina após a repentina morte do presidente, John Magufuli.  A futura presidente começou sua carreira política nos anos 2000 em Zanzibar até ser eleita na assembleia nacional da Tanzânia, ela subiu na hierarquia até ser escolhida por Magufuli como companheira de chapa, fez história ao ser a primeira vice-presidente mulher do país. Samia já havia representado o presidente diversas vezes no exterior, mas acabou ficando conhecida fora da Tanzânia ao anunciar a morte de John Magufuli. As previsões são de que a futura presidente irá se deparar com pressões vindas de aliados importantes do antigo presidente, que dominam a inteligência e outros aspectos críticos do governo na tentativa de nortear a conduta dela. 

Fonte: Daily Monitor

Kenya Airways reporta a pior perda de todos os tempos: 36,2 bilhões de xelins somalianos

23/03/2021

A Kenya Airways se afundou do vermelho ao ter prejuízo de 32,2 bilhões de xelins somalianos no ano de 2020, essa foi a maior perda da história da companhia aérea e se deve aos efeitos da pandemia que restringiram viagens para alguns dos principais destinos da companhia. A receita encolheu quase 60% e o número de passageiros caiu 65,7% no ano em que a pandemia se iniciou, houveram ainda perdas de 5,1 bilhões devido às diferenças de câmbio e de 4,8 bilhões relacionados ao combustível. Tal perda aconteceu em um momento em que o governo criou um pacote de 10 bilhões para manter a companhia aérea na ativa. A empresa teve sorte para apoiar sua geração de receita operando voos de repatriação para governos estrangeiros e repatriação levando os quenianos de volta para casa durante o bloqueio, e também investindo em operações de carga.

Fonte: Daily Nation 

Sociedade e as barreiras à saúde reprodutiva

04/03/2021

A Aliança Jovem Internacional para Planejamento Familiar de Ruanda organizou um treinamento para discutir como aumentar a defesa dos direitos e da saúde sexual reprodutiva segura. O estigma que cerca a saúde reprodutiva é uma grande limitação para o sucesso dos direitos e da saúde sexual reprodutiva, estudos defendem que limitar o acesso de adolescentes a métodos contraceptivos e a informação falham ao reduzir a atividade sexual e aumentam o risco de gravidez e de doenças sexuais transmissíveis. Além disso, a maior barreira para isso é a cultura, os ruandeses acham difícil adotar uma postura flexível na compreensão de direitos e saúde sexual e reprodutiva, a cultura abomina que uma pessoa menor de 18 anos tenha acesso a serviços de planejamento familiar, por isso, os níveis de informação e serviços para adultos são satisfatórios enquanto para adolescentes é um desafio, sem contar que o nível de homens é muito baixo quando comparado ao nível de mulheres. A Aliança Jovem alerta para a necessidade de oferecer treinamentos para as pessoas que trabalham em áreas relacionadas a direitos e saúde sexual e reprodutiva, de enviar recomendações aos formuladores de políticas e envolver a comunidade na causa, visto que todos os gêneros devem ser incluídos.

Fonte: The New Times

Quando o Covid se tornou uma ferramenta política e de segurança

24/03/2021

Em Uganda, muitos pagam o preço da politização e securitização da pandemia, como o professor Wycliff Shambi que foi morto a tiros por membros da patrulha local por estar fora de casa às 21:30 e não respeitar o toque de recolher que começa às 21h. Em março de 2020, quando a pandemia chegou em Uganda, as eleições presidenciais a parlamentares estavam chegando, assim prevendo que as campanhas eleitorais iam gerar aglomerações, foi decidido o fechamento de serviços não-essenciais. O governo optou pela proibição de atividades políticas, reduzindo o prazo disponível para as campanhas e as dinâmicas de como aconteceriam as eleições também. O exército foi incluído na jogada para reforçar o toque de recolher e o cumprimento das ordens de distanciamento social, ao final, as medidas adotadas contra a pandemia passaram a ser utilizadas para restringir a competição da oposição. A grande preocupação é que o número de mortos ainda é crescente mesmo após as eleições.

Fonte: Daily Monitor

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