Clipping Paises Andinos #88

A ascensão do ultraconservadorismo no primeiro turno das eleições presidenciais do Peru

Por Ana Luísa Vaz em 14/04/2021

O primeiro turno das eleições gerais peruanas, ocorrido em 11 de abril, garantiu a disputa no segundo turno, em junho, entre Pedro Castillo e Keiko Fujimori, após a conclusão de 98% da apuração. Ambos os candidatos, apesar de serem de espectros ideológicos opostos, representam a ascensão do ultraconservadorismo e do populismo no país. Castillo é defensor de políticas de esquerda (Estado forte, fim do monopólio privado e da exploração do trabalho), mas declarou sua oposição a pautas como aborto, morte digna, casamento homoafetivo e a abordagem da igualdade de gênero no currículo escolar. Da mesma forma, a candidata direitista, filha do autócrata Alberto Fujimori, afirma ser uma defensora da família, não apoiando os direitos da comunidade LGBTQI+ e o aborto em casos de estupro.

Ademais, o Congresso eleito é o mais conservador dos últimos anos e está fragmentado, sendo que terá, pela primeira vez, uma bancada da ultradireita católica.

Fonte: El País.

Disponível em:

<https://elpais.com/internacional/2021-04-14/peru-se-asoma-a-un-nuevo-abismo-ante-la-segunda-vuelta-presidencial.html>

Presidente eleito do Equador diz que ‘não haverá política de perseguição’

Por Bruna Stela Gontijo Moura em 16/04/2021

O novo presidente do Equador, Guillermo Lasso, assumirá um país que enfrenta uma grave fase da pandemia de COVID-19 e um Legislativo dividido. Desta forma, Lasso declarou que trabalhará com respeito à liberdade de imprensa e ao princípio de independência dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo. Entretanto, o presidente eleito democraticamente afirma que o Judiciário deve agir com maior efetividade nas suas questões para não haver impunidade, haja vista que ele não possui uma “lista de pessoas que quer ver na prisão’’, medida que se configura como uma política de perseguição. Ademais, Guillermo Lasso garante que o Equador não é um país falido e que, na verdade, o seu problema é o setor público. 

Fonte: CNN Brasil

Disponível em: 

<https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/2021/04/14/eleito-no-equador-guilherme-lasso-diz-que-nao-havera-politica-de-perseguicao>

Iván Duque propõe aumentar impostos para cobrir rombo fiscal criado pela pandemia na Colômbia

Por Mariana Puertas Lippi em 17 de Abril de 2021

O Governo de Iván Duque apresentou um projeto de reforma tributária que busca cobrir o rombo fiscal causado pela pandemia nas contas públicas colombianas. Seria a terceira reforma tributária do seu mandato, e a primeira em um país latino-americano desde que o coronavírus causou uma reviravolta nas agendas políticas e econômicas da região. Segundo o ministro da fazenda Alberto Carrasquilla o déficit fiscal em 2020 ficou em 7,8% do PIB e pode subir para 8,6% neste ano.

A reforma, que o governo insiste em qualificar como “social” e que foi batizada de Lei de Solidariedade Sustentável, impactará o bolso dos colombianos e deve ter uma tramitação complicada no Legislativo, já voltado para as eleições de 2022. Ela veio precedida de uma polêmica em torno do aumento do IVA (imposto sobre consumo) para produtos básicos, como açúcar, sal, chocolate e café, uma medida da qual o Executivo afinal desistiu.

Fonte: El País.

Disponível em: <https://brasil.elpais.com/economia/2021-04-16/ivan-duque-propoe-aumentar-impostos-para-cobrir-rombo-fiscal-criado-pela-pandemia-na-colombia.html>

Equador e Peru: o que esperar das eleições de domingo em dois países devastados pela pandemia 

Por Cristiano Grabellos Moura em 19 de abril de 2021 

Os eleitores do Equador e do Peru irão, neste domingo (11/04), às urnas para eleger seus presidentes em meio a uma crise intensa que foi agravada pela pandemia do Covid-19. Segundo dados oficiais, o Equador registra 32% de pobres, enquanto o Peru, com 74% dos trabalhadores na economia informal, apresentou, em 2020, um encolhimento de quase 13% em sua economia. No último ano, a pobreza e a exclusão social explicitaram a precariedade dos sistemas de saúde nos dois países. Os que podem pagar, muitas vezes compram tubos de oxigênio no mercado paralelo e, quando um familiar sofre a doença, contratam médicos particulares para não terem de enfrentar uma situação caótica nos hospitais. No Peru, onde o voto é obrigatório, pagar uma multa de 88 soles (cerca de 20 dólares) é uma opção considerada por muitos que não querem correr o risco de contágio nas urnas. O cenário é de apatia e fragmentação política.

Fonte: BBC News
Disponível em:
<https://www.bbc.com/portuguese/internacional-56686836&gt;

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