Clipping Grandes Lagos #83

Burundi melhora ranking de liberdade de imprensa

03/05/2021

No dia em que o mundo celebra o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (03/05), o Burundi registrou uma melhora em sua classificação quanto à liberdade de mídia. Entretanto, muitos jornalistas ainda esperam por mais liberdade para que possam realizar seu trabalho. Em 2020, no índice produzido pelos Repórteres Sem Fronteiras, Burundi se encontrava em 160º dentre os 180 países analisados. Em 2021, ele subiu para a 147º. Segundo o relatório, a eleição de Evariste Ndayishimiye em maio do ano passado, assim como a libertação de quatro repórteres em dezembro permitiram com que os jornalistas enxergassem um espaço mais livre para a escrita, após anos de perseguição.

Mesmo com esta pequena vitória, o problema se encontra mais enraizado em um nível político, conforme afirma Leandre Sikuyavuga, diretor do grupo de mídia Iwacu. Segundo Sikuyavuga, o acesso à informação ainda é restrito, impondo um grande desafio aos meios de comunicação. Desde 2015, quando houve a eclosão dos protestos contra o ex-presidente Pierre Nkurunziza, a liberdade da mídia no Burundi foi restringida. O mesmo acusou as plataformas de comunicação de desempenharem um papel no golpe fracassado.

Dentre os países da África Oriental, o Quênia é o país de melhor classificação, na posição 102º, seguido pela Tanzânia e 124º, Uganda em 125º, Sudão do Sul em 139º, Burundi em 147º e Ruanda em 156º.

Fonte: The East African

 Promotores franceses pedem aos juízes que retirem o caso do massacre de Ruanda contra soldados importantes

03/05/2021

Promotores de Paris solicitaram aos juízes acusadores que desistam de um caso que responsabilizava membros importantes das forças armadas francesas de serem cumplices no massacre de tutsis durante o genocídio de Ruanda de 1994. Este caso contra as tropas francesas foi levado por sobreviventes que acusam os mesmos de abandoná-los deliberadamente para os extremistas hutus, levando ao massacre das colinas de Bisesero, na região oeste de Ruanda. Estima-se que 50.000 pessoas foram mortas apenas nesta área, considerada um refúgio da resistência tutsi.

A investigação acerca da cumplicidade das tropas francesas teve início em 2005, com base nas queixas apresentadas por sobreviventes e grupos de direitos humanos. Segundo o relatório orientado pelo presidente francês, Emmanoel Macron, a França falhou em ajudar a impedir o genocídio de Ruanda. Entretanto, agora, após a publicação, em março, de um relatório que detalha o papel do exercito francês em Ruanda, os promotores concluíram que esta investigação não permitiu o esclarecimento da culpabilidade das tropas francesas no genocídio e crimes contra a humanidade.

Fonte: All Africa

O que Samia e Uhuru concordaram em Nairobi

04/05/2021

A presidente Samia Suluhu, da Tanzânia, e Uhuru Kenyatta, do Quênia, se reuniram na State House Nairobi no dia 04/05/2021 para estreitar a cooperação das duas nações. Diversas pautas foram apontadas durante esta reunião. Ambos chefes de estado decidiram pela remoção da Barreira Não Tarifárias ao longo da fronteira. Além disso, Samia afirmou que assinou um acordo para a construção do gasoduto entre Dar es Salaam a Mombasa. A questão da COVID-19 foi abordada quanto aos protocolos, Samia afirmou que os ministros da saúde de ambos países dialogaram sobre as logísticas dos testes e a liberação de certos pontos da fronteira. A cooperação multilateral dos países da região também foi abordada. A presidente da Tanzânia confirmou que o atraso do pagamento das contribuições dos membros tem sido um tropeço, e diz que ambos devem incentivar os demais estados a pagarem suas taxas. 

Fonte: The Citizen

Recuperação econômica: Setor de Mineração pode registar 100 mil empregos

04/05/2021

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Extrativa de Ruanda, a medida em que o governo apoia o setor de mineração para a recuperação da desaceleração causada pela COVID-19 pode preservar e gerar novos empregos. Entre 2019 o setor contava com cerca de 71.205 trabalhadores, entretanto, devido a pandemia, este número caiu em 19% para 57.379. Com a redução das atividades industriais da China e Europa, o mercado de minerais sofreu com uma diminuição nas exportações. Entretanto, devido ao auxílio do governo a este setor, há esperança de que o número de empregos relacionados a este mercado chegue a 100.000 em 2021.

Contudo, mesmo com o aumento no número de empregados no setor de mineração e extradição, o sindicato exorta as empresas de mineração a adotarem tecnologias mais modernas para que os trabalhadores possam maximizar sua produtividade e consequentemente o bem-estar dos mesmos.  Além deste direito trabalhista demandado pelo sindicato, também há a proposta de redução da idade de aposentadoria de 60 para 50 anos e o estabelecimento de um salário mínimo.

Fonte: New Times


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