Clipping #95 Países Andinos

Colômbia volta a ser o país mais perigoso para ambientalistas

Por Ana Laura Dias em 13 de setembro de 2021

A Colômbia foi classificada pelo segundo ano consecutivo como o pior país do mundo para ambientalistas, o que pode ser visualizado por dados de 2020, que mostram que pelo menos 65 dos 227 assassinatos de ativistas em todo mundo aconteceram no Estado andino. Ambientalistas levantaram suas vozes diante do violento cerco que sofrem e da impunidade dos crimes, que o Governo de Iván Duque não conseguiu conter. De acordo com a ambientalista Francia Márqueza “[…] Não há possibilidade de acesso à justiça e, quando o fazemos, é lento e ineficaz”. “Em muitas das áreas mais remotas, paramilitares e criminosos aumentaram seu controle por meio da violência contra as comunidades rurais e da falta de ação do Estado para protegê-las.”, acrescenta. Segundo a Global Witness, os povos indígenas colombianos são os mais afetados pela violência, situação que se agravou durante a pandemia. Por outro lado, em meio às mortes, o presidente tem procurado se apresentar ao mundo como defensor ambiental, destacando o combate ao desmatamento e garantindo que “a defesa do meio ambiente fosse incluída como propósito de segurança nacional”. O Governo designou 22.000 membros das Forças Militares para proteger a terra, no entanto, houve uma perda de 171.685 hectares de floresta em 2020, 8% a mais do que em 2019, segundo dados oficiais.

Funeral do líder indígena Edwin Dagua no município de Caloto, assassinado por tentar proteger a reserva ecológica Huellas, na Colômbia.LUIS ROBAYO (AFP)

Fonte: El País

Disponível em: <https://brasil.elpais.com/internacional/2021-09-13/colombia-volta-ser-o-pais-mais-perigoso-para-ambientalistas.html>.

Morre Abimael Guzmán, o líder do Sendero Luminoso condenado pela morte de 30.000 pessoas no Peru

Por Juliana Lima em 16 de setembro de 2021

O chefe do grupo de guerrilha peruano Sendero Luminoso morreu no sábado, 11 de setembro de 2021. Abimael Guzmán ficou conhecido por ser responsabilizado pela morte de mais de 30.000 peruanos durante a década de 1980, após o grupo articular um boicote às eleições de 1986, em Chuschi, com o objetivo de tomar o poder do país. Com a tentativa, o país mergulhou em uma onda de violência em que se envolveram as Forças Armadas e os comitês de autodefesa, provocando a morte de milhares de peruanos. Guzmán desapareceu e, durante o governo de Alberto Fujimori em 1992, foi localizado e condenado à prisão perpétua, sob a alegação de terrorismo com fundamentos maoístas. Guzmán estudou direito em Arequipa e foi professor de filosofia. Além disso, ocupou cargos administrativos na Universidade Nacional de Huamanga, localizada na região andina sul, onde recrutou dezenas de universitários para formar o grupo guerrilheiro. O líder do Sendero Luminoso faleceu às 6h40 (horário local) em uma prisão de segurança máxima em Lima, onde cumpria pena desde 1992, devido a complicações de seu estado de saúde aos 86 anos. Pedro Castillo, atual presidente do Peru e acusado pela oposição por suposta aproximação com o grupo, se pronunciou em suas redes sociais sobre a morte de Guzmán, afirmando que “sua posição de condenação ao terrorismo é firme e inabalável” e que “somente em democracia construiremos um Peru de justiça e desenvolvimento para nosso povo”.

Fonte: El País

Disponível em: <https://brasil.elpais.com/internacional/2021-09-11/morre-abimael-guzman-o-lider-do-sendero-luminoso-condenado-pela-morte-de-30000-pessoas-no-peru.html

Bogotá busca ajuda militar para enfrentar onda de crimes na capital da Colômbia

Por Natália Canevari em 16/09/2021

A prefeita da capital da Colômbia, Claudia López Hernández, quer enviar cerca de 2.000 policiais militares para ajudar a conter uma onda de crimes violentos, no entanto, disse que essa ação não significa uma militarização de Bogotá, já que os militares estariam em patrulhas conjuntas com a política local somente em áreas críticas e em operações de desarmamento. Nessa perspectiva, a preocupação atual é de que essa medida possa aumentar a violação dos direitos humanos e significar uma militarização da cidade, pois nos últimos anos, a polícia de Bogotá e o Exército Nacional estão sendo conhecidos pelo uso excessivo de força contra os civis. Como muitas cidades da Colômbia, em Bogotá a taxa de crimes violentos está em crescente aumento desde o colapso econômico causado pela pandemia de COVID-19, um exemplo é de que os homicídios na capital da Colômbia subiram 15,7% nos primeiros sete meses do ano quando comparados com o mesmo período de 2020. 

Fonte: Colombia Reports

Disponível em:

<https://colombiareports.com/bogota-seeks-military-aid-to-confront-security-crisis-in-colombias-capital/

Clima eleitoral condiciona o fim da crise na Colômbia

Por: Larissa dos Santos Zanin em 16/ 09/2021

Após um ano cheio de crise política intensa dada pela crise econômica e pelos planos de contenção apresentados pelo presidente Ivan Duque, houveram grandes manifestações que foram respondidas com uma forte repressão policial. Segundo analistas políticos essas questões podem ser resolvidas com as eleições para o parlamento e para a presidência no ano de 2022. Visto que, com uma ampla gama de pré-candidatos – 74 no total até o momento -, a população pode buscar aquele que mais se aproxima de seus interesses e eleger aquele que trará maior satisfação a todos. Fatores que são alimentados pelo fato de que Duque não está dialogando com os movimentos sociais que estão ocupando as ruas, os estudantes e os movimentos sindicais,  e o aumento da violência, fatores que estão sendo aproveitados pelos candidatos, os inserindo em seus planos de governo.    

Fonte: El País 

Disponível em:  <https://brasil.elpais.com/internacional/2021-05-07/clima-eleitoral-condiciona-o-fim-da-crise-na-colombia.html >

Manifestantes protestam contra presidente do Equador nas ruas de Quito

Por Sávio Oliveira em 16 de setembro de 2021

Cerca de mil pessoas protestaram nesta quarta-feira pelas ruas de Quito contra o presidente Guillermo Lasso. Lasso propõe medidas como flexibilização de leis trabalhistas e privatizações, além de apostar mais no setor petrolífero. Tais propostas não agradam setores ligados aos sindicatos e organizações dos trabalhadores, como a “Plataforma Unitária”, que organizou o ato. O novo presidente está há 4 meses no cargo e tem a responsabilidade de guiar o país para fora de uma crise política e econômica, agravada pela pandemia de Covid-19.

Fonte: UOL

Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2021/09/16/manifestantes-protestam-contra-presidente-do-equador-nas-ruas-de-quito.htm>

Bolívia rejeita relatório ‘tendencioso’ de Biden criticando sua luta contra as drogas

Por Roberta Ferreira de Moura em 19 de setembro de 2021

Nesta quinta-feira (16), o governo do presidente Luis Arce rejeitou o memorando, considerado como tendencioso, do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o qual apontou a Bolívia e a Venezuela como países que não fizeram esforços nos últimos 12 meses para cumprir as suas obrigações de combate às drogas. 

De acordo com a diplomacia da Bolívia, a Casa Branca não valoriza os resultados obtidos e os Estados Unidos são o país “com os maiores índices” de uso de drogas ilícitas do mundo e “carecem de legitimidade e autoridade moral”. Além disso, afirmou que o país andino tem trabalhado de forma decisiva na luta contra o narcotráfico, apesar de responsabilizar o governo anterior de Jeanine Áñez (2019-2020) pelo aumento da plantação de coca. Segundo um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) as plantações de coca aumentaram 15% entre 2019 e 2020.

Ademais, cabe ressaltar que a Bolívia e os Estados Unidos não têm embaixadores desde 2008, quando o presidente Evo Morales (2006-2019) expulsou o então chefe da diplomacia em La Paz, Philip Goldberg. Além disso, Morales, mais tarde, também retirou a agência antidrogas dos Estados Unidos, DEA, e a agência de cooperação Usaid do país.

Fonte: Estado de Minas

Disponível em:

<https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2021/09/16/interna_internacional,1306285/bolivia-rejeita-relatorio-tendencioso-de-biden-criticando-sua-luta-contra.shtml>

Peru exigirá vacinação completa de todos os viajantes que entrarem no país   

Por Gustavo Alves em 19 de setembro de 2021 

A medida entrará em vigor a partir do dia 20 de setembro, isso inclui também aos peruanos que pretendem regressar ao país e aos estrangeiros que estão vivendo no país atualmente. Ademais, todos que embarcarem com destino ao Peru precisarão comprovar um teste negativo feito com no máximo 72 horas antes do embarque. O decreto foi publicado no diário oficial “El peruano”. Essa ação do governo peruano busca evitar a propagação da covid-19 e estender a queda de contágio no país andino, o governo destacou que a medida valerá a passageiros de todos os países no mundo. Mesmo o passageiro que chegar ao país e sentir algum sintoma da doença deverá cumprir um isolamento obrigatório. Além disso, o governo peruano estenderá a aplicação do estado de emergência no país, a partir do dia 1 de outubro, com um prazo de até 31 dias. 

Fonte: Deutsche Welle 

Disponível em: <https://www.dw.com/es/per%C3%BA-exigir%C3%A1-vacunaci%C3%B3n-completa-a-todos-los-viajeros-que-ingresen-al-pa%C3%ADs/a-59225327

O novo presidente do Equador faz um início enfático nos primeiros 100 dias

Por Maria Eduarda Souza Satlher em 19 de setembro de 2021 

Guillermo Lasso, o novo presidente do Equador, começou seu governo já cumprindo uma das suas principais promessas eleitorais, a vacinação de 9 milhões de pessoas, cerca de 52% da população. Pode-se dizer que sua governança não ideológica contribuiu para o sucesso do programa de vacinação, uma vez que negociou e dialogou com diferentes países e empresas farmacêuticas. Além disso, sob sua supervisão, Lasso propôs um plano que, caso seja aprovado, garantirá bilhões de dólares ao Equador neste e no próximo ano, e, ainda, voltou a ingressar Centros do Banco Mundial após anos de ausência.

Até então, as decisões do presidente foram individuais e isentas de aprovação do congresso, porém, nos próximos meses, serão propostos novos projetos de reforma fiscal e trabalhista. Com o seu partido ocupando apenas 12 dos 137 assentos, seu maior desafio será a aprovação do congresso, já que é dominado por partidos de oposição. Porém, como seus predecessores, Lasso pretende contornar a legislatura e forçar as reformas, caso elas não sejam aceitas. 

Fonte: Financial Times

Disponível em: <https://www.ft.com/content/b54a20ae-bd03-4b84-b258-2615fb2d274c>.

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