Clipping #97 Países Andinos

Lesões, incêndios e prisões em novos confrontos entre os produtores de coca e a polícia

Por Natália Canevari em 28 de setembro de 2021

Um novo confronto entre produtores de coca e a polícia deixou no domingo, dia 26 de setembro, vários cultivadores feridos, assim como um apartamento e pastagens em chamas. Os vizinhos do Distrito 13 na cidade de La Paz, capital da Bolívia, exigiram que a polícia deixasse de vigiar o mercado legal de coca localizado na área de Villa Fatima. Em contato com a mídia, vizinhos do prédio que pegou fogo denunciaram que granadas de gás causaram o incêndio e culparam a polícia por afetar as casas no meio do conflito Adepcoca, além de aterrorizar as crianças e adultos que vivem com medo há mais de uma semana. O subcomandante da polícia de La Paz, Hernán Romero, rejeitou todas estas versões e denunciou as ações violentas dos cultivadores de coca. No conflito, vários agricultores foram feridos, com ferimentos de até 30 pontos e pelo menos três feridos foram evacuados para o hospital San Francisco de Asís, próximo à ponte de Minasa. Entretanto, os relatórios indicam que há outro grupo de pessoas machucadas que estavam relutantes em ir para os centros de saúde por medo de serem presas. As forças da lei e da ordem detiveram mais de meia dúzia de pessoas, de acordo com os cocaleros.

Fonte: APG

Fonte: El Diario 

Disponível em: <https://www.eldiario.net/portal/2021/09/28/heridos-incendios-y-detenidos-en-nuevo-enfrentamiento-entre-cocaleros-y-policias/

94,5% dos venezuelanos vivem na pobreza

Por Sávio Oliveira em 30 de setembro de 2021

Os dados são de uma pesquisa de Condição de Vida apresentada pela Universidade Católica Andrés Bello, sediada em Caracas. O quadro grave de pobreza na Venezuela é resultado da crise política/econômica que perdura no país há alguns anos, o que trouxe muitas consequências como o desabastecimento de combustível e a redução da mobilidade. O estudo também é o retrato de um país que deixou de ser petrolífero, onde 94,5% dos habitantes são pobres e 76,6% estão abaixo da linha de pobreza extrema. Um dos dados mais preocupantes da pesquisa é o do desemprego, que já afeta 8,1 milhões de venezuelanos que não têm trabalho nem incentivos para trabalhar. A situação do país contribui para a imigração forçada de sua população em busca de melhores condições de vida, tornando-se uma questão problemática para todo o continente. 

Fonte: El País

Disponível em: 

https://brasil.elpais.com/internacional/2021-09-29/945-dos-venezuelanos-vivem-na-pobreza.html

Marcha indígena não recebe resposta do Governo e chega a Santa Cruz

Por: Larissa dos Santos Zanin em 30 de setembro de 2021

Na Bolívia, após 36 dias de caminhada a marcha indigena chega hoje (30/09/2021) à cidade de Santa Cruz de la Sierra que é a maior cidade boliviana e também considerada o “motor econômico do país”. Porém, apesar de somarem 700 viajantes, vindos de diferentes departamentos e áreas bolivianas, o Governo ainda não respondeu nem os chamou para conversar, mesmo com Benigno Noza, presidente da Subcentral do Território Indigena e do Parque Nacional Isiboro Secure, enviado uma carta -contendo documentos e o pedido para que haja uma conversa- tanto ao presidente Luis Arce quanto ao vice presidente David Choquehuanca. 

A agenda indígena soma 14 pontos, sendo os principais a proteção da terra e do território indigena e contra a subjugação e a dominação destas. Outros pontos são a redistribuição de recursos naturais através de um pacto fiscal e respeito a todos os seus direitos constitucionais. Esses pontos foram apresentados nas cartas enviadas, porém, planejam falar e dialogar sobre em uma reunião com o poder central, para realizar essa interlocução foi criado o Parlamento Indigena, que será responsável por representar os indígenas na gestão de suas demandas perante a representantes do Governo. Junto com essa marcha os manifestantes também procuram passar a mensagem de que os Indígenas são um povo com muita autodeterminação. 

Fonte: El Diario 

Disponível em: < https://www.eldiario.net/portal/2021/09/30/marcha-indigena-no-recibe-respuesta-del-gobierno-y-llega-hoy-a-santa-cruz/ >

O narcotráfico e a superlotação transformam os presídios do Equador em um barril de pólvora.   

 Por: Gustavo Alves em 03 de outubro de 2021  

A disputa territorial entre gangues criminosas está diretamente envolvida  com a morte de mais 300 presidiários em motins desde 2019, e no último motim no presídio de Guayaquil    faleceram mais 118 durante o conflito. No Equador não tem espaço, dinheiro e estrutura para manter para manter mais de 40.000 pessoas encarceradas em seus presídios. Os confrontos são marcados por uma grande crueldade com decapitação entre os reclusos, além do poder de fogo espalhado dentro da prisão, encontra-se fuzis, escopetas, pistolas e até granadas. A três anos o governo equatoriano enfrenta essas ameaças de segurança mas pouco está sendo feito para solucionar tal problema,

A população carcerária no Equador cresce, motivada pelo acordo a DEA, para controlar as exportações ilegais de drogas do país, em 2015 o número de presidiários presos por narcotráfico era de 2.350 e agora representam 8.000, e a população por crimes em geral era de 27.000 e até 2019 formavam 40.000 pessoas e agora em 2021 totalizam 38.700, mesmo a capacidade máxima sendo de 30.000 presos. A violência também cresce fora dos presídios o número de homicídios cresce no país, nos 9 meses do ano de 2021 chega a 1.427 assassinados, número maior do que o registrado no ano de 2018.  No último motim, foi necessário uma grande intervenção militar dentro do presídio de Guayaquil de 5 dias, foram apreendidos armas, explosivos e drogas, no sábado dia 02 de outubro .     

Fonte: El país 

Disponível em: https://elpais.com/internacional/2021-10-02/el-narco-y-el-hacinamiento-convierten-las-carceles-de-ecuador-en-un-polvorin.html  

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