Clipping Cone Sul #81

O ministro argentino da Economia adverte que durante o mandato de Cristina Fernández de Kirchner “houve problemas de consistência macroeconômica”

Data: 09/05/2022

Diante das inúmeras críticas sofridas por conta dos desempenhos apresentados pela economia argentina, Martín Guzmán – atual Ministro da Economia – se defendeu após ser atacado durante semanas pelo kichnerismo.. A situação tem escalado devido às negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) que impuseram um  ajuste fiscal nas contas do governo, impactando a população argentina, sobretudo os mais pobres. Para  Cristina Kirchner“a atual política econômica é o caminho mais rápido para uma derrota eleitoral do partido no poder nas eleições presidenciais de 2023” (tradução nossa).

Ademais, Kirchner alega que a relação de dependência na qual os trabalhadores possuem é algo que nunca tinha sido presenciado pelo país e que isso é consequência da concentração de renda e de uma política de baixos salários. Ela também criticou todos os pontos acordados por Guzmán com o FMI para refinanciar a dívida de quase 45 milhões de dólares que o governo argentino possui, uma vez que o índice de preços e o aumento das taxas não são o que fará a economia argentina crescer novamente e a inflação diminuir. Em contrapartida, Guzmán foi a público para quebrar o silêncio que se prolongava e questionar a política econômica adotada durante os últimos anos. Esta é caracterizada por pertencer ao Kirchnerismo, período no qual se encerrou em 2015 com o triunfo de Mauricio Macri.

RIVAS-MOLINA, Federico. Martín Guzmán resiste la presión kirchnerista: “Te golpean de todos lados”. El País, 09 maio 2022. Disponível em: https://elpais.com/argentina/2022-05-09/martin-guzman-resiste-la-presion-kirchnerista-te-golpean-de-todos-lados.html. Acesso em: 19 maio 2022.

A persistente instabilidade política da Argentina

Data: 02/06/2022

O atual presidente da Argentina, Alberto Fernández, é um político de esquerda, que anteriormente foi chefe de gabinete da ex-presidente Cristina Kirchner. A pouco menos de dois anos para o fim do mandato, Fernandéz carrega o fardo argentino dos governos anteriores e o dele próprio, que parece não ter uma solução concisa, fazendo com que o país permaneça quase que estagnado política e economicamente. Tratando-se de política, o partido do presidente passou por uma separação, sendo abandonado pela ala que é leal a sua vice, a ex-presidente Cristina Kirchner, além da oposição considerável que apoiava o ex-presidente Maurício Macri. O peronismo, assim como Fernández, perde forças e apoiadores políticos, e atualmente o presidente possui 72% de rejeição pela população.

FAVALLI, Marcelo. Argentina: crise política e alta na pobreza. CNN Brasil, São Paulo, 27 de maio, 2022. Disponível em: <https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/argentina-crise-politica-e-alta-na-pobreza/&gt;. Acesso em: 02 jun 2022.

Economia chilena confirma desaceleração: PIB cresceu 7,2% no primeiro trimestre

Data: 19/05/2022

Segundo o Banco Central chileno, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu aproximadamente 7,2% no primeiro trimestre deste ano, desempenho inferior ao mesmo período do ano de 2021, quando apresentou crescimento de cerca de 13%. Os números proporcionados pelo ajuste sazonal não eram os esperados pelos analistas e nem previstos pelo mercado, de acordo com pesquisa da Bloomberg. Ainda conforme a pesquisa realizada com base no resultado do fechamento preliminar do Imacec, a atualização dos indicadores de curto prazo e o processo de reconciliação dos quadros de oferta e utilização das contas nacionais indicam que a expansão econômica seria cerca de 7,9% para os primeiros três meses de 2022. Grande parte das atividades econômicas registraram números positivos, em especial o setor de serviços. No entanto, setores como mineração, agropecuária e pesca apresentaram uma regressão e por essa razão, parte da desaceleração é justificada por conta das atividades relacionadas à mineração e ao comércio. 

LA ECONOMÍA chilena confirma desaceleración: PIB creció 7,2% en el primer trimestre. La República, 18 maio 2022. Economia. Disponível em: https://www.larepublica.co/globoeconomia/la-economia-chilena-confirma-desaceleracion-pib-crecio-7-2-en-el-primer-trimestre-3365801. Acesso em: 19 maio 2022.

Enfraquecimento da direita chilena

Data: 02/06/2022

Desde 2019, o Chile enfrenta uma crise política e social, expressa por diversos protestos feitos por considerável parte da população que resultava em momentos de violência nas ruas da capital. Como consequência, o Congresso e os políticos no governo de direita do presidente Sebastián Piñera propuseram uma maneira de acalmar as tensões crescentes, uma solução institucional através de um processo constituinte realizado em outubro de 2020, onde quase 80% da população votou em substituir a Constituição de 1980, que estava em vigor desde a ditadura de Augusto Pinochet.

Com a alta insatisfação dos chilenos sobre o governo de Piñera, a direita acabou perdendo espaço na votação para que houvesse veto da resolução e seu apoio diminuiu. Já a esquerda se fez maioria, superando os demais opositores, havendo aliança entre a Frente Ampla e o Partido Comunista. Ainda assim, nos meses seguintes o país num todo apresentou instabilidade política, divisão de opiniões e incerteza por parte dos eleitores, o que pode ser visto durante as eleições para os governos regionais. A tradicional centro-esquerda venceu em 10 das 16 regiões, a direita confirmou a insatisfação da população com uma única vitória e a esquerda não foi vitoriosa na região de Santiago. Por fim, após estas turbulências, em 2021 com as eleições presidenciais, houve a vitória de um candidato de esquerda, confirmando a imagem negativa que o governo anterior de direita deixou.

MONTES, Rócio. Embaralhe e dê novamente no Chile. EL PAÍS, 20 de junho, 2021. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/internacional/2021-06-20/america-do-sul-a-grande-convulsao.html>. Acesso em: 02 jun 2022.

Crise enfrentada pela China atinge as indústrias brasileiras e pode afetar a inflação nacional

Data: 15/05/2022

Devido às políticas restritivas ao que se refere ao COVID-19, como os lockdowns totais, a economia chinesa está em desaceleração e consequentemente impactando outras economias, sobretudo a brasileira. Tendo em vista que as relações comerciais entre China e Brasil aumentaram significativamente nos últimos anos, nota-se que a dificuldade de importação enfrentada pela potência asiática, especialmente ao que se refere aos insumos industriais, reflete nos preços praticados internacionalmente e também pode contribuir para o aumento da inflação enfrentada internamente pelo Brasil. Deste modo, em conformidade com José Augusto de Castro, presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), os reflexos nos custos dos produtos já são perceptíveis e, em abril de 2022, os preços das importações subiram 34,4% enquanto houve recuo de 6,9% das quantidades.

Neste cenário, prevê-se que o impacto será inflacionário e também mundial tanto por causa do lockdown instaurado na China quanto pela guerra entre Ucrânia e Rússia que se perpetua desde fevereiro de 2022. No caso do Brasil, o impacto só não será mais intenso, uma vez que a economia nacional está “desaquecida”, entretanto, alguns setores que voltaram a aumentar seu volume de vendas nos últimos meses, como o automobilístico, estão sentindo as consequências de forma mais significativa. 

SILVA, Cleide; CHIARA, Márcia de. Crise chinesa atinge indústrias no Brasil e deve afetar inflação. UOL, 15 maio 2022. Economia. Disponível em: https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2022/05/15/crise-chinesa-atinge-industrias-no-brasil-e-deve-afetar-inflacao.htm. Acesso em: 19 maio 2022.

“Marcha do Silêncio” pela justiça anos após o regime civil-militar fascista no Uruguai

Data: 02/06/2022

No dia 20 de maio de 2022, milhares de pessoas de todas as idades marcharam pelo centro de Montevidéu, levando consigo diversas placas com fotos das 197 vítimas do regime civil-militar fascista que esteve no país por doze anos, desde 27 de junho de 1973 até 01 de março de 1985. A população exige que se faça uma investigação e que consequentemente haja punição tanto aos militares quanto aos civis envolvidos nos desaparecimentos, mortes e torturas impostos àqueles que se opunham, promovendo repressão e medo na população. Dentre os manifestantes, esteve presente a organização Mães e Familiares de Uruguayos Detidos Desaparecidos, além de sindicatos e estudantes. O que chama a atenção é o peso do protesto e destas figuras, em vinte e sete edições (a primeira em 1996) constantemente exigindo justiça após uma época tão dura e ainda tão recente, que afeta tantas pessoas, sendo também protestado por uruguaios que residem na Europa, para se notar o tamanho e o peso do evento. Regimes do tipo fazem parte da história contemporânea dos países da América Latina, o Brasil já passou por uma época similar, que mesmo após o fim ainda se pode notar resquícios dessa fase e suas políticas em diversas áreas, embora que minimamente.

MARIA, Giovanna. Uruguai: centenas de milhares marcham exigindo punição pelos crimes do regime civil-militar fascista. A Nova Democracia, 01 de junho, 2022. Disponível em: <https://anovademocracia.com.br/noticias/17591-uruguai-centenas-de-milhares-marcham-exigindo-punicao-pelos-crimes-do-regime-civil-militar-fascista >. Acesso em: 02 jun 2022.

PIB do Brasil do 1º trimestre fica em 8º em ranking com 32 países

Data: 02/06/2022

Um ranking elaborado pela Austin Rating avaliou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de cerca de 32 países. Os dados, por sua vez, apontaram a variação no indicador dos países envolvidos, indicando expectativas de crescimento e comparando aos dados do ano anterior, de 2021.  O PIB do Brasil cresceu 1,0% no primeiro trimestre de 2022, em relação aos dados observados no quarto trimestre de 2021, de tal forma que o país tornou-se o oitavo (8º) colocado no ranking com os demais 32 países avaliados.  A despeito dos níveis de inflação interna no Brasil e do nível de desemprego atual (2022), o crescimento no país foi superior aos resultados observados na Austrália, Coreia do Sul e Reino Unidos, utilizando-se dos mesmos mecanismos de análise comparada.

SAMPAIO, Lucas. PIB do Brasil do 1º trimestre fica em 8º em ranking com 32 países. Infomoney, 2022. Disponível em: <https://www.infomoney.com.br/economia/pib-do-brasil-do-1o-trimestre-fica-em-10o-em-ranking-com-34-paises/&gt; . Acesso em: 02 de junho de 2022

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