Clipping África Austral #109

Zimbábue promove busca para legalização do comércio internacional de marfim

Fonte: Copyright © africanews
JEKESAI NJIKIZANA/AFP or licensors

25/05/2022

O governo do Zimbábue promoveu uma conferência nesta semana convidando representantes de 15 países para discutir a legalização do comércio internacional de marfim, proibido há mais de 30 anos. A conferência foi realizada na reserva Hwange, localizada na fronteira com Botsuana e destaque na proteção de elefantes, considerando que um quarto dos elefantes de África vivem no Zimbábue, cuja população é uma das poucas que ainda crescem no mundo. O parque natural tem extensão de 14,6 mil km2, equivalente a metade do território da Bélgica, e é casa de aproximadamente 50 mil espécimes, o que a torna superpovoada diante da quantidade de recursos requeridos pelas espécies de elefantes. A superpopulação, além de ameaçar o equilíbrio das espécies, já foi responsável por acidentes com mortes de humanos ainda este ano. Alguns especialistas em preservação natural apontam que já há no país aproximadamente o dobro da quantidade de elefantes suportada por seus parques naturais, o que abre precedentes à exploração do marfim e é colocado em contraponto a populações em declínio de outros locais.

Fonte: Africanews

A idade para consenso sexual é elevada aos 18 anos em Zimbábue

26/05/2022

O Tribunal Constitucional de Zimbábue decidiu que a idade para consenso a atos sexuais deveria ser elevada dos 16 para os 18 anos. A decisão foi tomada em um contexto em que muitos ativistas apontam que os números de gravidez na adolescência são alarmantes no país e impulsionam a evasão escolar de muitas garotas. A discussão tomou lugar no Tribunal a partir de um caso de duas mulheres que se tornaram casadas antes de seus 18 anos, o que cresceu durante a pandemia do COVID-19. A discussão perpassou a inconstitucionalidade de provisões do Código Criminal que estabelecem 16 anos como a idade mínima ao consenso sexual e não preveem punição dos que se relacionam sexualmente com indivíduos de 16 a 18 anos. A partir da decisão do tribunal, o Ministro da Justiça e o Parlamento devem estabelecer em 12 meses uma lei que proteja todos os menores de 18 anos da exploração sexual.

Fonte: The Washington Post

Malawi: 76% das mulheres não têm acesso a roupas íntimas, diz ONG

26/05/ 22

De acordo com a ONG Days for Girls International, 76% das meninas e mulheres no Malawi não têm acesso a roupas íntimas e absorventes. Em sua fala, a Diretora da Organização, Eunice Banda, disse que as meninas e mulheres têm experimentado uma terrível realidade sanitária, práticas culturais dolorosas e vergonhosas. Banda também informou que manter a higiene feminina no país ainda é um grande problema e superá-lo se mostra um desafio que precisa ser resolvido.

Fonte: Malawi24

Zimbábue: Grupos de lobby pressionam pela legalização do comércio de marfim

27/05/2022

Com cerca de 100.000 elefantes, o Zimbábue possui a segunda maior população do animal em seu território, fruto de uma trajetória histórica em busca da preservação da espécie. No entanto, esse esforço trouxe consequências negativas, como a intensificação do conflito humano-jumbo, no qual 60 pessoas foram mortas por elefantes no país desde o início do ano. Com isso, um grupo de delegados na Conferência do Elefante Africano em Hwange, Zimbábue, está buscando meios para alcançar a legalização do marfim para ajudar no controle da população do animal, utilizando como argumento que o crescente número de manadas representam grandes perigos para as comunidades que vivem próximas do Hwange, um parque de vida selvagem sem cercas. Em contrapartida, cerca de 50 organizações anti-comércio do marfim emitiram um comunicado em conjunto, no qual alerta que a abertura do comércio do marfim tem forte poder de dizimar os elefantes africanos, sendo que em algumas regiões a espécie já está próxima da extinção.

Fonte: Africanews

Museu alemão envia de volta à Namíbia mais de 20 artefatos roubados no período colonial

27/05/2022

O governo alemão tem realizado uma série de medidas para responsabilizar o seu passado colonial e reparar os erros e as agressões cometidas contra a Namíbia enquanto sua ex-colônia. Alegada como a última dessas medidas, foram enviados de volta 23 artefatos pelo Museu Etnológico de Berlim com destino ao Museu Nacional da Namíbia nesta sexta-feira (27). Segundo a Fundação da Herança Cultural Prussiana, a devolução não foi realizada como uma simples repatriação, mas como parte de um projeto de financiamento de longo prazo para pesquisa na Namíbia de aproximadamente 300 mil euros. Os artefatos, incluindo uma boneca com um vestido tradicional, pedaços de cabelo e vários acessórios de vestuário, foram estabelecidos importantes por especialistas namibianos por sua significância histórica, cultural e estética e ficarão disponíveis para pesquisa aos acadêmicos e artistas locais.

Fonte: DW

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