Clippings Países Amazônicos #4

Imagem: Federico Rios Escobar/The New York Times

O ministro da Defesa colombiano supera a moção de censura ao massacre de Putumayo

04/05/2022

O ministro da Defesa colombiano, Diego Molano, enfrentou uma possível moção de censura: o Congresso poderia destituir o funcionário de seu cargo por suas ações diante de uma denúncia alarmante de que o Exército teria realizado uma operação militar na qual morreram 11 pessoas, várias delas civis, incluindo um menor e uma mulher grávida. Porém, a Câmara dos Deputados, encarregada da votação, apoiou Molano de forma esmagadora: 116 votos a favor e 28 votos contra. Esta é a segunda moção de censura que o ministro enfrenta. Em março de 2021, ele foi interrogado depois que o Exército bombardeou um acampamento de guerrilheiros dissidentes, onde havia menores de idade. Este último escândalo começou, no mês de março, em uma aldeia chamada Alto Remanso, localizada no departamento de Putumayo, no sul do país. O governo, neste caso, apresentou os mortos como dissidentes da extinta guerrilha das FARC e declarou que eles haviam capturado algumas pessoas. Mas pouco a pouco foram surgindo inconsistências com essa versão. Exemplo disso é o esclarecimento do Ministério Público de que não houve capturas. Além disso, o Gabinete do Ombudsman disse que civis estão entre os mortos, e a CIDH e a ONU exigiram que o governo investigasse o caso. As pessoas assassinadas na operação militar estavam em um bazar comunitário, porém o ministro Molano defendeu, perante o Congresso, a versão de que se tratava de um evento de tráfico de drogas.

Fonte: El País

 ‘É hora de voltar’: o caminho do retorno à Venezuela

04/05/2022

 Víctor Fernández – que deixou Caracas há cinco anos, em um êxodo que, segundo o ACNUR (agência da ONU para refugiados), levou 6 milhões de venezuelanos a migrar desde 2015, no auge de uma profunda crise – vem economizando há cinco meses para pagar a passagem de volta para sua Venezuela natal diante de um aparente ressurgimento de oportunidades. No entanto, a imagem de devastação da qual fugiu, com prateleiras vazias e filas por horas para comprar comida, ficou para trás: um relaxamento em 2018 do controle do câmbio que prevaleceu por duas décadas trouxe melhorias, depois que a Venezuela passou por oito anos de recessão e quatro de hiperinflação. “Está na hora de voltar”, diz Víctor, de 32 anos, que chegou ao Chile sem documentos que lhe permitissem um emprego permanente e até teve que dormir em uma praça. 

Fonte: UOL Notícias

CIDH afirma que independência da Ouvidoria é fundamental

06/05/2022

Lembrando o impacto gerado pelas denúncias de violações de direitos humanos descritas no relatório do Grupo Interdisciplinar de Peritos Independentes (GIEI) e alertando para a necessidade de criar espaços de consenso e diálogo na Bolívia, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos ( CIDH) solicitou ao Estado que garantisse a independência e imparcialidade desta instituição. Ressalta-se também que esta instituição tem relevância estratégica, pois seu mandato permite, entre outros aspectos, denunciar atos que, de outra forma, não poderiam ser denunciados pelas próprias vítimas por medo, estigma ou ignorância. Finalmente, a Comissão reiterou seu compromisso de continuar trabalhando em conjunto com o Estado Plurinacional da Bolívia e a Ouvidoria, em cumprimento de seu mandato de promoção e defesa de direitos.

Fonte: El Diario

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